Pular para o conteúdo principal

Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

3 dicas de filmes para assistir nesse sábado | Filmes

25 de Abril


Olá, leitores! Hoje vou fazer um post dando cinco dicas de filmes que eu super recomendo para vocês assistirem nesse sabadão. Vai ficar em casa sem fazer nada? Confira essa lista e bom filme!

Sociedade dos Poetas Mortos

O filme é de 1989 e é basicamente sobre um professor de poesia que inova ao dar aulas aos alunos de um preparatório para jovens, e os instiga a seguir os seus sonhos, pois afinal de contas, somos donos de nossas próprias vidas. O professor Kating (Robin Williams) inspira os alunos a buscar os seus sonhos e serem pessoas extraordinárias, deixando de lado a tradição e o conservadorismo da época. Um filme muito poético, que apesar de ser lançado no finalzinho da década de 80, ainda hoje é atual. Sociedade dos Poetas Mortos é atemporal, e vai lhe fazer repensar sobre sua vida o rumo que você está dando para ela.

Sinopse: 
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".

Chef

Uma comédia para a família, que aborda assuntos como a tarefa de ser pai solteiro e conciliar isso com uma vida agitada. Carl Casper (Jon Favreau) é um chef de cozinha que luta para ter seu prestígio de volta. Trabalhando em um restaurante em que não tem a oportunidade de inovar, ele é criticado negativamente por um crítico gastronômico que vem lhe perseguindo. Um dia Carl perde a cabeça e faz uma confusão com esse crítico, grita, xinga, tudo isso na frente do próprio crítico (Oliver Platt). Essa briga acaba caindo no YouTube, e ele agora fica famoso. Com a ajuda do filho, Carl sai em busca de uma nova vida e aí que o ápice do filme acontece. Carl, junto com o filho e um antigo colega de cozinha, montam um foodtruck e sai pelo EUA vendendo comida mexicana.

+Crítica do filme Chef

Sinopse:
Carl Casper (Jon Favreau) é o chef de um restaurante badalado de Los Angeles, mas volta e meia enfrenta problemas com o dono do local (Dustin Hoffman) por querer inovar no cardápio ao invés de fazer sempre os pratos mais pedidos pelos clientes. Um dia, um renomado crítico gastronômico (Oliver Platt) vai ao restaurante e publica uma crítica bastante negativa, baseada justamente no fato do cardápio ser pouco criativo. Furioso, Casper vai tirar satisfação com ele e acaba demitido. Pior: a briga vai parar na internet e se torna viral, o que lhe fecha as portas nos demais restaurantes. Sem saída, ele recebe a ajuda de sua ex-esposa (Sophia Vergara) para reiniciar a vida no comando de um trailer de comida.

Invocação do Mal


Para uma noite de sábado mais agitada, indico esse filme de terror que simplesmente é o melhor filme de terror da década! Um terrozinho de leve cai bem, mas não se esqueça de chamar alguém para assistir junto. Não recomendo ninguém a assistir ele sozinho. Muito pesado. Fala sobre uma história real, de uma família que se vê em uma casa cheia de espíritos do mal, e que um espírito muito, mas muito ruim, quer matar toda a família. É aí que a boneca Annabelle aparece, se preparem para dormir com a luz acessa.

Sinopse:
Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.

Comentários

  1. Oi Allenylson! Tudo bem? Gostei das dicas, Não vi os dois primeiros,isso que Sociedade dos poetas mortos pode ser nomeado com clássico, A invocação do Mal super vale a pena, é um dos filmes de terror que tem uma história consistente (baseada em fatos reais aliás) e o final não é decepcionante como ocorre com a maioria dos filme dos gênero.
    Abraços!
    http://coisasdeumleitor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito das dicas, só não vi ainda "Chef", mas já vou colocar na minha listinha porque me pareceu um filme engraçado mas ao mesmo tempo com ma história legal. Já Sociedade dos poetas mortos, vejo já há muitos anos, desde a escola, e Invocação do Mal, eu corri para ver assim que lançou, porque adoro filmes de terror.

    Amanda,
    http://amorembreve.blogspot.com/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leia o conto "O Gato Preto", de Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que acreditem nesta narrativa ao mesmo tempo estranha e despretensiosa que estou a ponto de escrever. Seria realmente doido se esperasse, neste caso em que até mesmo meus sentidos rejeitaram a própria evidência. Todavia, não sou louco e certamente não sonhei o que vou narrar. Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma. Meu propósito imediato é o de colocar diante do mundo, simplesmente, sucintamente e sem comentários, uma série de eventos nada mais do que domésticos. Através de suas consequências, esses acontecimentos me terrificaram, torturaram e destruíram. Entretanto, não tentarei explicá- los nem justificá-los. Para mim significaram apenas Horror, para muitos parecerão menos terríveis do que góticos ou grotescos. Mais tarde, talvez, algum intelecto surgirá para reduzir minhas fantasmagorias a lugares-comuns – alguma inteligência mais calma, mais lógica, muito menos excitável que a minha; e esta perceberá, nas circunstâncias que descrevo com espanto, na…

O livro sobre nada | Poema de Manoel de Barros

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu que…

Download gratuito de livros: Crime ou um mal necessário?

Há dias atrás, questionei sobre a prática de downloads de livros de graça na internet. Eu mesmo confesso que sou um desses praticantes, e a reação das pessoas foram das mais diversas. Alguns entediam, e mesmo assim afirmava que era contra tal prática; outros, mais exaltados, diziam que isso era crime, e comparava as pessoas que baixavam e baixam livros pela internet como criminosos de alta periculosidade; outros, que era totalmente a favor de tal prática, explicava sua opinião sobre o assunto e depois era "crucificado" por tal afirmação — a de que baixava livros de graça sim, obrigado.

Os argumentos contrários eram contraditórios, pois afirmavam que tal prática afetava justamente aquele autor iniciante que ralava muito para publicar de forma independente, e quando conseguiam, alguém ia lá e disponibilizava gratuitamente seu ebook para download. Sendo que esse argumento é falho e refutável, pois a "demanda" e a real "necessidade" de baixar livros gratuitame…