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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

O Último Reino | Resenha do Livro


Não conhecia Bernard Cornwell, para minha tristeza e vergonha. Foi em um grupo em uma rede social que o conheci, pois todos falavam muito bem de suas obras e decidi me aventurar em seus romances históricos épicos. Cornwell é considerado o melhor autor em relação à narração de batalhas, e eu concordo. Em O Último Reino, primeiro livro das crônicas saxônicas, a história é narrada pelo olhar de um garoto de nove anos, Uhtred, filho de Uhtred, Rei de Bebbanburg.

Os dinamarqueses, tratados aqui não como vikings, mas como nórdicos ou pagãos, começam a expandir a sua ocupação do território inglês. Uhtred, após acompanhar o seu pai e o pequeno exército até Eoferwic, vê todos serem trucidados pelos pagãos e vê seu pai morrendo. Em um ato de coragem, ele parte para cima de Ragnar, o Intrépido, para matá-lo. Mas, o garoto teve seu golpe frustado e Ragnar ficou rindo da ousadia do garoto, e só por isso ele deixou Uhtred vivo e o adotou como filho. Ao decorrer da história, vemos Uhtred crescendo, ganhando músculos e se afeiçoando ao povo dinamarquês que lhe acolheu. Mas conforme ele vai crescendo, a indecisão também vai. Mesmo amando todo
aquele universo de lutas em que cresceu, Uhtred ainda sabe que é inglês e que deve lutar pela sua terra. O reino de Bebbanburg era seu por direito, mas seu tio acabou tomando o seu lugar no trono e começou a querer matar o jovem. Ele vai crescendo, lutando com os dinamarqueses, mas a ideia de tomar o que é seu por direito não o deixa.



De um lado um exército que tem como deus o Deus cristão, do outro, os nórdicos que tem como deuses Tor e Odin. É sarcástico como Cornwell narra esse assunto de religião, isso vemos por causa de Uhtred, que acha mais interessante morrer e ir pro Valhalla, fornicar e lutar, ao invés de ir para o céu, onde ele diz que é muito sem-graça. Esse romance histórico é muito bem desenvolvido, principalmente pelos detalhes sobre a vida de Alfredo, O Grande, que era um rei acometido por uma doença chamada Crohn, que causa dores abdominais agudas, e de hemorroidas crônicas. Alfredo é o último rei que ainda está de pé na Inglaterra, e vai lutar pelo último reino, Wessex, ser vitorioso e assim não permitir que o território inglês desapareça de vez.
Além das batalhas muito bem narradas, com suas paredes de escudos e o derramamento de sangue, Cornwell traz também os detalhes sobre como o povo daquela época viveu. E são detalhes tão bem explicados, que fica à altura das cenas de batalhas.

É incrível ver como o autor desenvolve a história, que claro, tem um pano de fundo histórico real, mas certos personagens e situações são fictícias, mas que parecem tão reais, que quando terminamos a leitura do livro queremos insanamente dar continuidade e ler as próximas crônicas.

O Destino é tudo. - Uhtred.
Mais Informações:

Título: O Último Reino (#1 Crônicas Saxônicas)
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Páginas: 364
Avaliação: 
Sinopse: O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

Comentários

  1. Tu já deveria ter lido Cornwell muito antes mesmo. Eu sempre falo pro pessoal apostar nos livros dele, e quem faz isso raramente se arrepende. Tomara que você continue a ler toda a série, tenho certeza que irá gostar.

    Abraços e até mais!!

    http://desbravandolivros.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. E aí Vagner! Pois é cara, mas só vim conhecer o Cornwell lá no grupo, e isso foi muito bom! Eu pretendo ler toda a série sim, e tenho certeza que irei gostar dos outros livros assim como adorei esse primeiro. Abraços!

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  2. E aí, Allenylson!!
    Cara, esse foi um dos melhores (se não o melhor) livro de ficção histórica que já li. Cornwell é um baita de um mestre em descrever as tão excitante paredes de escudos!
    Assim como você, eu quero dar continuidade na leitura das Crônicas Saxônicas, e ler o máximo de livros do Cornwell que e conseguir hahaha.
    Confere a resenha que eu fiz lá no Bravura Literária.
    Abraços, e lembre-se: o destino é tudo!

    www.bravuraliterariablog.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Fala, Phelipe! Acho o Cornwell o melhor autor de romance histórico que eu já tinha lido, o cara é simplesmente genial! Vou dá uma passada lá no seu post, abraços.

      O destino é tudo!

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  3. Ignora as letras comidas kkkkkk. Meu teclado não ajudou muito.

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