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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Half Bad | Resenha do Livro



Sinopse: Em Half Bad, os leitores conhecerão o mundo de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras. O adolescente vive com a avó e os meios-irmãos e é visto como uma aberração por seus pares. O Conselho dos Bruxos da Luz vê nele uma ameaça, que precisa ser domada ou exterminada. Prestes a completar dezessete anos – época em que todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom é finalmente revelado bem, como sua denominação como bruxo da Luz ou das Sombras –, agora Nathan terá que correr contra o tempo para achar o pai, que jamais teve oportunidade de conhecer, e salvar a própria pele. 

Comprei Half Bad em uma promoção no site do Extra. A princípio fiquei meio desconfiado, pois uma história sobre bruxos tende a ser clichê atualmente. Comprei mesmo assim. Achei a capa incrível. O livro se trata de um brux (Nome dado aos bruxos até completarem 17 anos, o que me fez lembra um pouco sobre Harry Potter), que passa por várias situações complicadas para poder sobreviver. O pano de fundo da história é a Inglaterra onde bruxos e humanos (Félix) dividem o mesmo espaço.

Nathan é meio código, metade bruxo da luz e metade bruxo das sombras, o que deixa a situação do garoto ainda pior. Ele é rejeitado pela sua irmã mais velha, Jessica, e pela maioria dos bruxos da luz. O Conselho fica de olho em Nathan, pois além de ser uma ameaça à comunidade bruxa da luz, pode ser uma arma poderosa. A mãe dele era uma poderosa bruxa da luz, e o pai o mais procurado bruxo das sombras. Marcus, pai de Nathan, é um bruxo cruel que mata os da luz e come corações para poder pegar o dom do bruxo que morreu. A mãe morreu, Jessica diz que foi por causa dele. Ela nutre um ódio sobre Nathan, pega no pé dele, não o deixa em paz... 

E é basicamente isso, Nathan é famoso por ser filho de quem é, sofre muito por isso e não tem amigos. Seu único amigo é Arran, seu meio irmão, que a autora descreve a amizade dos dois de uma forma meio melosa. Ele tem que encontrar o pai para poder se tornar um bruxo de verdade, ganhar os três presentes e receber seu dom. Mas, o Conselho o impede e começa a torturá-lo de forma cruel. Confesso que Sally Green foi excelente até certo ponto, sei que ele tinha que sofrer para dar uma comoção nos leitores, mas Sally exagerou na dose de torturas. Ela também aborda assuntos importantes, como o preconceito, a moral e a lealdade. O livro é dividido em seis partes.

O truque é não se importar. Não se importar com a dor, não se importar com nada.
O truque de não se importar é fundamental. É o único truque da cidade. que não é uma cidade. É uma jaula ao lado de uma cabana, cercada por vários morros e árvores e céu.É uma jaula de um truque só. (p.14)

Pois bem, a escrita do livro é bastante empolgante, o que fez com que eu devorasse o livro em menos de 24 horas. Sally prende a nossa atenção do início ao fim, com o personagem excelente que é o Nathan. Apesar de ser apenas um adolescente, Nathan amadurece rápido e tem um bom senso de humor. Os personagens secundários são bem trabalhados, são marcantes e muito bem desenvolvidos. As cenas de tortura poderia ser menor. Mas tudo bem. Há romance também, o que deixa a história mais realista com o envolvimento de Nathan com Annalise, uma brux da luz de linhagem pura. 


Por ser um livro sobre o mundo bruxo, senti falta de mais feitiços e magias. Várias vezes Half Bad me fez lembrar de Harry Potter, há muitas semelhanças e isso fica claro. No final do livro, a história fica um dpouco arrastada, pouco empolgante e até cansativa... Mas isso não tira o mérito de Half Bad. Posso dizer que fiquei curioso em saber como isso tudo terminará, se Nathan irá se vingar de seus agressores, ou se vai fazer uma revolução entre os bruxos. A história pode ir por esse caminho, mas só saberei lendo os próximos livros.

Avaliação: (Bom)
Mais informações:
Editora: Intrínseca
Autor: Sally Green
ISBN: 978-85-8057-559-0
Páginas: 304

Comentários

  1. O livro parece ser legal, mas pelo jeito de sua resenha parece que não é tanto assim. kkks
    Quem sabe um dia...
    Abraços.

    Escritaliteraria1.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí cara! O livro não é ótimo, mas valeu a pena lê-lo. Abraços!

      Excluir
  2. Eu gostei da resenha! O blog também é muito bom! Abraços!

    http://www.blogcordepele.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Oi, não conhecia esse livro ainda. Mas pelo o que percebi na tua resenha ele não faz muito meu tipo não. kk

    Beijos!
    Books and Movies
    www.booksandmovies.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Jessica, ele não é tão ruim assim. Um tipico livro para adolescentes, enfim, valeu a pena. Beijos!

      Excluir

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