Pular para o conteúdo principal

Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

As Crônicas de Nárnia | Resenha do Livro



As Crônicas de Nárnia conta as aventuras das crianças no país de Aslam, e sempre eles tem que salvar Nárnia de algum perigo. 

No primeiro livro, O Sobrinho e o Mago, Digory e Polly descobrem Nárnia, e são enviados por Aslam em uma missão com um cavalo alado. Quando Aslam ainda estava criando-a, Digory Kirke, Jadis, Polly Plummer, André Ketterley, Franco, o cocheiro, e seu cavolo Morango. Andre, o mago, estava com medo de Aslam achando que ele o iria devorar. Jadis, a rainha, joga um poste de ferro contra Aslam, mas nada acontece e foge com medo. Franco vira o primeiro rei de Nárnia, junto com sua esposa que Aslam traz do nosso mundo para o de lá. O cavalo Morango vira um animal falante e alado.
No segundo, O Leão, A Feitiçeira e o Guarda-Roupa conta a história dos irmãos Pevensie passam um final de semana na casa de um sábio professor, porém misterioso. O professor era Digory Kirke. Lúcia acaba descobrindo Nárnia através de um guarda-roupa dentro de uma sala vazia. Mais tarde, depois de não acreditar em Lúcia, os quatro irmãos vão parar em Nárnia, pois estavam se escondendo dentro do guarda-roupa. Lá, Edmundo que já tinha visitado o país uma vez, trai os irmãos. Resta para os três encontrar Aslam, para que seu irmão seja salvo. Aí acontece a batalha em que a Feitiçeira Branca é morta pelo leão. Não vou contar tudo, pois mesmo todos vocês terem assistido o filme, os detalhes do livro são mais emocionantes. Principalmente na parte em que Aslam é morto no lugar de Edmundo, mas depois ressurge vivo outra vez.
No terceiro, O Cavalo e seu Menino, conta a aventura de Shasta, um menino escravo que fugiu com um cavalo de um Tarcaã, que acaba descobrindo que é um cavalo falante. Shasta e Bri, o cavalo, estão em uma viagem rumo à Nárnia. Durante a fuga, o cavalo e o menino encontra Aravis, uma tarcaína e sua égua falante, Huin. Os quatros se juntam, e partem rumo ao país de Aslam. Mas eles tem que passar pela cidade Tashbaan, a capital carlomana. Aravis acaba descobrindo um plano onde os carlomanos estão querendo conquistar a Arquelândia e depois invadir Nárnia. As duas crianças e os dois cavalos agora correm contra o tempo para evitar uma batalha.
No quarto livro, Príncipe Caspian, os irmãos Pevensie estão de volta à Nárnia e ajudam o príncipe derrotar Miraz, homem que invadiu Nárnia e devastou os bosques e matou muitos animais falantes. 
No quinto livro, A Viagem do Peregrino da Alvorada, só Lúcia e Edmundo retornam ao país de Aslam, juntamente com seu primo Eustáquio. O livro narra a aventura em que as crianças e o rei Caspian X e Ripchip fazem ao procurar pelos fidalgos que estavam sumido durante o reinado de Miraz. Eles também acabam se aventurando por diversas ilhas, e como sempre, precisam da ajuda de Aslam.
No sexto livro, A Cadeira de Prata, Eustáqui e Jill, sua amiga de escola, se aventuram por Nárnia com a missão de encontrar o filho de Caspian X. Eles contam com a ajuda de um paulama, Brejeiro. Mais uma vez, Aslam sempre aparece quando eles mais precisam.
No sétimo e último livro, A Última Batalha. depois que a Calormânia, juntamente como seu líder Tash, invadem Nárnia, ocorre uma grande e violenta guerra. Aslam, então, decreta o fim de Nárnia, fazendo as estrelas descerem do céu, o sol se apagar, e inundando todo o resto. Todos os humanos e criaturas boas e fiéis à Aslam, vão para o paraíso conhecido como País de Aslam; lá, todos os "amigos de Nárnia" (os Pevensie, Caspian X, Eustáquio, Jill, Digory, Polly) se encontram, exceto Susana Pevensie, que havia "esquecido-se" de Nárnia por causa das coisas materialistas.

Simplesmente, eu amei As Crônicas de Nárnia! Mesmo sendo um livro escrito para crianças, eu o tenho como o meu favorito dentre todos. Lewis consegue te prender do início ao fim da história, com personagens belíssimos, e principalmente com Aslam, o Leão perfeito!


"Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um Narniano, mesmo que Nárnia não exista."

Lendo os livros, me senti um narniano. Me via ali, dançando com os faunos, andando com os cavalos falantes, vivendo em paz e em harmonia com a natureza e os animais. Um mundo perfeito, que mesmo tendo maldade, inveja, traição, em uma medida maior, existe o amor, a paz, a alegria, a amizade, e Aslam! Como no livro diz, Nárnia não vive sempre em perigo. São centenas de anos vivendo em paz e harmonia, até algo de ruim realmente acontecer. O Leão é adorado por todos, quando ele chega tudo fica mais leve, mais alegre. Tenho que confessar que chorei algumas vezes com o que Aslam falava pras crianças. Não gostei do final de As Crônicas de Nárnia por um motivo, o qual não vou dizer aqui pois vai ser spoiler. Mas mesmo assim, com toda tristeza, Aslam arrancou mais uma vez lágrimas de meus olhos. Sei que Aslam existe, só tenho que aprender como o chamam por aqui, e como o reconhecer. E eu já aprendi e reconheci.


"No seu mundo tenho outro nome. Você tem que aprender a me reconhecer lá."
"Conhecendo-me um pouco agora, venha a me conhecer melhor depois."
"Chorar ajuda por um tempo, mas depois é preciso para de chorar e tomar uma decisão"
 "Nem tudo está perdido como parece… sabe, coisas extraordinárias só acontecem a pessoas extraordinárias, vai ver é um sinal que você tem um destino extraordinário, algum destino maior do que você pode ter imaginado."
Bem, não resta mais nada a falar. Minha opinião é bem clara, sei que muitos acham o livro chato, mas eu amei! Adorei! C. S. Lewis é genial, existem outros livros dele que são maravilhosos. Se o post ficou meio sem sentido, é porque quando a gente gosta muito de uma coisa, sempre explicamos de um jeito difícil de entender.

Informações:
Livro: As Crônicas de Nárnia
Autor: C. S Lewis
Editora: Martins Fontes
Avaliação: ★ 
Formato: Digital (Kindle)

Comentários

  1. Olha eu havia começado ler os livros e parei no do Cavalo e seu menino, ainda não acabei a série, mas pretendo ler. Não é uma leitura tão cheia de detalhes e é muito mais rápida. Do mesmo jeito gostei e com certeza irei ler os outros. A sua resenha ficou demais.
    Abraços.

    Escritaliteraria.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pode ler sem receios cara, recomendo muito. Abraços!

      Excluir
  2. Oi Allenylson! Ainda não li as crônicas de nárnia, mas tenho muita curiosidade. Já assisti alguns filmes e foram maravilhosos, eu super curti.

    Abraços!

    http://joandersonoliveira.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí Joanderson! Os filmes são muito bons mesmo, espero que leia em breve o livro. Abraços!

      Excluir
  3. Oi allenylson , vc tem esse livro dá foto é ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Lucas! Não tenho essa edição, tenho outra. Abraços!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leia o conto "O Gato Preto", de Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que acreditem nesta narrativa ao mesmo tempo estranha e despretensiosa que estou a ponto de escrever. Seria realmente doido se esperasse, neste caso em que até mesmo meus sentidos rejeitaram a própria evidência. Todavia, não sou louco e certamente não sonhei o que vou narrar. Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma. Meu propósito imediato é o de colocar diante do mundo, simplesmente, sucintamente e sem comentários, uma série de eventos nada mais do que domésticos. Através de suas consequências, esses acontecimentos me terrificaram, torturaram e destruíram. Entretanto, não tentarei explicá- los nem justificá-los. Para mim significaram apenas Horror, para muitos parecerão menos terríveis do que góticos ou grotescos. Mais tarde, talvez, algum intelecto surgirá para reduzir minhas fantasmagorias a lugares-comuns – alguma inteligência mais calma, mais lógica, muito menos excitável que a minha; e esta perceberá, nas circunstâncias que descrevo com espanto, na…

O livro sobre nada | Poema de Manoel de Barros

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu que…

Download gratuito de livros: Crime ou um mal necessário?

Há dias atrás, questionei sobre a prática de downloads de livros de graça na internet. Eu mesmo confesso que sou um desses praticantes, e a reação das pessoas foram das mais diversas. Alguns entediam, e mesmo assim afirmava que era contra tal prática; outros, mais exaltados, diziam que isso era crime, e comparava as pessoas que baixavam e baixam livros pela internet como criminosos de alta periculosidade; outros, que era totalmente a favor de tal prática, explicava sua opinião sobre o assunto e depois era "crucificado" por tal afirmação — a de que baixava livros de graça sim, obrigado.

Os argumentos contrários eram contraditórios, pois afirmavam que tal prática afetava justamente aquele autor iniciante que ralava muito para publicar de forma independente, e quando conseguiam, alguém ia lá e disponibilizava gratuitamente seu ebook para download. Sendo que esse argumento é falho e refutável, pois a "demanda" e a real "necessidade" de baixar livros gratuitame…