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Belas Maldições, de Terry Pratchett e Neil Gaiman

O fim do mundo está próximo, mas não tão próximo assim. Quero dizer, não em Belas Maldições, livro de Neil Gaiman e Terry Pratchett. Um anjo e um demônio, Aziraphale e Crowley, apesar de tudo o que sabemos sobre anjos e demônios, são muito próximos e até diria que amigos, mas claro que disfarçadamente para poder não pegar mal com o Céu e o Inferno. Após trocar o bebê que seria o Anticristo e acabaria com este mundo, muitas atrapalhadas acontecem e o fim do mundo corre o grande risco de não ser mais o fim do mundo. Ainda temos um livro de uma bruxa que profetizou sobre tudo o que aconteceria antes do fim do mundo, o As Justas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa. Nesta história o leitor irá encontrar anjos, demônios, ETs, caçadores de bruxas, crianças que brincam de Inquisidores, os quatro cavaleiros do Apocalipse, uma bruxa e um cão infernal que está mais preocupado em caçar ratos e gatos do que em ser um cão infernal. Tudo isto se encaixa e faz de Belas Maldições uma história divertida e…

A grande fome causada pelo comunismo chinês


Este livro é muito importante, pois há um deliberado silêncio sobre um passado não muito distante. Falo sobre o período maoista da China, um período longo onde o terror e a fome pairou sobre aquele país. Por que importante? Pelo simples fato de que celebridades e políticos, e o mais grave, até professores e ‘intelectuais’ vêm propagando nas últimas décadas o ideal – a utopia – comunista, o paraíso na terra onde todos os problemas desaparecerão e, enfim, todos serão iguais e possuirão as mesmas coisas, em um arroubo de paixão pela humanidade. Se você estuda numa universidade, ou se ainda está no ensino médio, provavelmente já ouviu do seu professor de História coisas lindas sobre o comunismo. Recentemente, se não me engano, o Colégio Dom Pedro II realizou uma palestra sobre a Revolução comunista da China, como se tudo tivesse ocorrido perfeitamente bem e ninguém tivesse sido assassinado, ou morto por inanição, só para agradar um ditador lunático e fanático, para não dizer louco. É um livro chocante, que aos mais sensíveis, chega a dar ânsia de vômito. O historiador Frank Dikotter não poupa os mínimos detalhes, e em vários momentos não poupa críticas a esse sistema belo na teoria, mas podre e desumano na prática.

Rico em fontes bibliográficas – são oito páginas dedicas à bibliografia selecionada – certamente não tem como acusar o livro de mentiroso ou de fazer parte de algum esquema imperialista para atacar o os comunistas. Como está explícito no título, a obra fala sobre a fome na China nos anos de 1958-62. Além de explicar todo o contexto, desde a ascensão do regime ao poder até os primeiros passos para uma catástrofe devastadora. Como pôde um líder que, supostamente, lutava pelo povo e queria o bem do povo, ser o pior inimigo do povo? Todos os discursos de igualdade, fim da pobreza, fome, opressão caíram por terra toda vez que um líder comunista subiu ao poder. Foi assim com Stálin, também com Mao Tsé-Tung. Este, numa obsessão louca de ultrapassar a URSS sob o comando de Nikita Kruschev, colocou todo o seu povo sob um jugo pesadíssimo. Queria ultrapassar a Grã-Bretanha na industrialização do aço, também como na produção de grãos, etc. Forçou todos os camponeses a abandonarem suas propriedades privadas a se juntarem em um fazenda coletiva, o que viria a ser as comunas, e a trabalhar para o Estado de graça. Eram submetidos à fome como incentivo para produzir mais, lógica absurda. Se alguém fazia corpo mole no campo, não recebia a ração diária e era obrigado a trabalhar mais ainda. Muitos eram torturados, humilhados, jogados para morrer de fome. As mulheres, crianças e idosos foram os que mais sofreram neste período maoista. Obcecado no Grande Salto Adiante, Mao em sua loucura fez com que toda a nação entregasse tudo quanto fosse aço, para poder produzir mais aço. Foram forçados, e os quadros locais, para surpreender os seus superiores e a Mao, obrigavam os camponeses a entregar tudo o que possuíam.

A fome devastou mais os campos do que as cidades, mas estas também sofriam. Carnes enlatadas enferrujadas eram consumidas e vendidas, carnes estragadas também. No campo, fezes humanas eram usadas como fertilizantes. Os mortos também eram usados como fertilizantes, e os quadros locais ferviam os corpos para tal objetivo. Sem planejamentos, os grãos eram desperdiçados e apodreciam. Enquanto milhões passavam fome, os grãos e carnes apodreciam pela falta de estocamento adequado. Quem ousasse falar sobre a fome, era taxado de “direitista”, “burguês”, “reacionário”, etc. A fome, para Mao, era apenas uma ilusão criada pelos seus inimigos para impedir o avanço comunista. Muitos se silenciavam para agradar o grande líder ou para salvar a si mesmos. Foi um período onde as mais diversas crueldades vieram a tona, e onde os humanos deram lugar ao pior de si. Irmãos matavam irmãos, por causa da ração diária. Mães deixavam filhos morrer, pois precisavam se alimentar. Crianças eram abandonadas, idosos também. Alguns chegaram a matar pessoas para poder sobreviver. Em um mundo entregue à fome, a barbárie se espalhou. O comunismo tem essa força maligna: a de tornar os humanos em criaturas primitivas, selvagens e bárbaras.

Esta não foi uma resenha técnica, pois precisaria de mais tempo para preparar um texto minucioso, o que farei em breve. Mas “A Grande Fome de Mao” é um livraço e só me faz ter convicção de que todas estas pessoas que se dizem comunistas e admiram esses homens cruéis são ditadores em potencial ou perpetradores do mal. Esqueçam a utopia de um mundo sem desigualdades, ou sem fome. Não queiram a todo custo salvar a humanidade, pois os que se renderam a tais pensamentos só fez mal a ela do que bem. Estima-se que durante o período da fome, mais de 48 milhões de chineses morreram. Os próprios comunistas chineses mataram seus compatriotas, o que é asqueroso. Mas faço uma pergunta a você: por que a propaganda do nazismo é crime (e tem que ser mesmo!), enquanto a propaganda comunista não? O comunismo é responsável por milhões de mortes a mais que o nazismo, e deveria ser tão criminoso quanto. Pense em um país comunista nos dias de hoje e procure alguma liberdade entre aquele povo, ou fim da desigualdade. O que você encontrará será apenas os líderes milionários, enquanto o povo padece na pobreza. Comunismo para você, capitalismo para mim. Essa é a lógica, a cruel lógica dos comunistas.

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