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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Terry Pratchett e a Cor da Magia



De forma bem humorada, o primeiro livro da série Discworld é, a princípio, um tanto confuso, mas vai ficando mais compreensível ao virar das páginas e, quando menos damos conta, estamos empolgados com as aventuras de Rincewind e Duasflor. O leitor é apresentado a um mundo totalmente novo, sem algum tipo de clichê. E o que torna a escrita de Terry Pratchett agradável é o humor, pois ao descrever sobre como funciona o Discworld e explicar outras coisas relacionadas ao Disco, tende a deixar a leitura de difícil compreensão, já que aqui estamos falando sobre um livro de fantasia. Geralmente os leitores buscam na fantasia uma história nem muito complexa, nem muito rasa. Uma história complexa que não agrada muito alguns fãs do gênero fantasia é a obra fantástica do J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis. Descrições longas, informações demasiado... Eu, particularmente, adoro livros assim. Mas há quem não goste.

A Cor da Magia vai por esse caminho, mas o que não deixa a leitura maçante ou arrastada, como alguns dizem, é o humor. Destacaria como um ponto positivo, o maior ponto positivo, do livro ser esse. Claro que li apenas o primeiro livro de uma série, mas como um colega havia me avisado, o primeiro me daria certa confusão, que era para ler outros e depois ler esse primeiro. Mas essa confusão durou apenas algumas páginas. 

O mundo criado pelo Terry é fantasticamente fantástico e bastante original. A sacada do autor de criar personagens-deuses brincando com os personagens-homens, digamos, foi sensacional. Muitos têm essa ideia e até tem um dizer que diz que os deuses jogam com as vidas dos seres humanos. Ironizar e não desrespeitar a religião ou a falta dela também mostra que, nos dias de hoje, o livro – ou toda a série – se apresenta politicamente incorreta. Ponto extra.


E, para concluir, analisando sob outro ponto de vista, temos o otimismo e o pessimismo retratados nas duas personagens principais, Rincewind e Duasflor. Ou a fé e o ceticismo, talvez. O fato é que o mago sempre espera o pior das coisas e das pessoas, nunca acredita que algo dará certo e vive se indagando sobre o sentido da vida e o que há na borda do Disco. Já Duasflor é o oposto, sempre acreditando que tudo dará certo, enxergando o melhor das pessoas e nunca o pior. Talvez seja ingenuidade do turista, ou talvez seja mesmo um modo de vida mais fácil. De sempre ver a vida pelo lado bom. Ou não.

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