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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Por que ler fantasia e as 5 séries fantásticas publicadas no Brasil



“Contos de fada não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fada dizem às crianças que dragões podem ser mortos.” 
                                           — G.K. Chesterton

Muitos ignoram o gênero literário ‘fantasia’ por simplesmente pensar que já está crescido demais para acreditar em histórias ‘de crianças’. Pensam que livros com a temática fantástica é puro escapismo para gente que não aguenta a dura realidade. Mas eu pergunto: Quem aguenta? A música, arte, dança, literatura foi criada (e quando foram criadas?) para essa finalidade. Quando escutamos uma música, apreciamos uma obra de arte ou simplesmente dançamos, estamos deixando de lado aquela monótona vida preta e branca para dar cores e alegrá-la, mesmo que seja uma alegria momentânea. De fato, quando estamos empenhados em uma dessas atividades ou prazeres, esquecemo-nos de tudo o que é ruim, dos problemas que nos afligem. Quem nunca se flagrou em outros mundos ao ouvir uma música? Ou ao ler um livro? E por que não viver em outros mundos, outras vidas, ser o herói, matar um dragão, salvar um reino, lutar contra o inimigo que está querendo destruir tudo aquilo que achamos errado destruir? Mesmo que depois voltemos à dura realidade, a verdade é que viver outras vidas e em outros mundos, com grandes aventuras e perigos, é o que nos salva da loucura. Não estou aqui defendendo que as pessoas passem a viver no mundo da fantasia 24h por dia. Não, esse não é o ponto. Mas o que estou querendo dizer é que, sim, você pode se aventurar por outros mundos e deixar ser envolvido pela magia que flui através dos livros. Nada disso lhe impedirá de ter uma vida normal e tenho a plena certeza de que você não irá se tornar uma ‘criança’ só por estar lendo algum livro de fantasia. Não se importe para o que fulano fala sobre esse gênero ‘menor’ da literatura, pois todos nós temos o direito de fazer aquilo que realmente gostamos. Deixar de fazer algo só para dizer que é ‘culto’ ou que já está ‘amadurecido’ para ler tais histórias só demonstra o quão ignorante e imaturo você é. Perdoe pelas palavras duras, mas tive que escrevê-las.

Um dia você será velho o bastante para voltar a ler contos de fadas.
                                                         — C. S. Lewis

J. R. R. Tolkien é um dos maiores (se não o maior) nome da literatura fantástica. Ele que era professor e filólogo na Universidade de Oxford; doutor em Filologia e em Letras pela Universidade de Liége e Dublin. Um acadêmico bastante influente no seu meio e um dos maiores especialistas de anglo-saxão do seu tempo, amava tanto os contos de fadas que escreveu uma das séries mais famosas e complexas do gênero. Foi por causa dos contos de fadas que o Lewis escreveu “As Crônicas de Nárnia”, que por sua vez, foi influenciado pelo amigo Tolkien. O último criou seu próprio mundo, línguas, criaturas, personagens, geografia e etc., que influenciou todos os escritores de fantasia que veio depois dele. E um que foi considerado pela crítica como o seu ‘sucessor’ foi o americano Robert Jordan [1], autor da série A Roda do Tempo. Tolkien explica a importância dos contos de fadas e como eles o influenciaram em sua literatura no ensaio “Sobre contos de Fadas”[2]. Para concluir, ler fantasia é importante para a formação do imaginário e podemos notar esses aspectos também em C. S. Lewis[3]. Longe de ser algo infantil, as obras fantásticas têm sido responsáveis pela formação de muitos jovens ao longo da vida. Eu mesmo, com meus 21 anos, sempre aprendo algo novo lendo fantasia tanto como lendo outros gêneros. Abaixo indico cinco séries publicadas aqui no país que você deve ler, se quiser entrar para esse mundo mágico e repleto de aventuras.

O Senhor dos Anéis



O Senhor dos Anéis (título original em inglês: The Lord of the Rings) é uma trilogia de livros de alta fantasia escrita pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien. A saga começa como sequência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit, e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes (The Fellowship of the Ring, The Two Towers e The Return of the King) entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, e vendeu mais 160 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

As Crônicas de Nárnia



As Crônicas de Nárnia (título no Brasil) ou As Crónicas de Nárnia (título em Portugal) (The Chronicles of Narnia, no original em inglês) é uma série de sete livros de fantasia, escrita pelo autor irlandês C. S. Lewis. É a obra mais conhecida de Lewis, sendo a série considerada um clássico da literatura, tendo vendido mais de 120 milhões de cópias mundialmente, figurando como uma das obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos, traduzida em 41 idiomas. Escrito por Lewis entre 1949 e 1954, as Crônicas de Nárnia foram adaptadas diversas vezes, inteiramente ou parcialmente, para a rádio, televisão, teatro e cinema. Além dos tradicionais temas cristãos, a série usa caracteres da mitologia grega e nórdica, bem como os tradicionais contos de fadas.

Harry Potter



Harry Potter é uma série de sete romances de fantasia escrita pela autora britânica J. K. Rowling. A série narra as aventuras de um jovem bruxo, Harry James Potter, o personagem-título, e seus amigos Ronald Weasley e Hermione Granger, os quais são alunos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O arco de história principal diz respeito a busca de Harry para superar o bruxo das trevas Lord Voldemort, que pretende tornar-se imortal, conquistar o mundo dos bruxos, subjugar as pessoas não-mágicas e destruir todos aqueles que estão em seu caminho, especialmente Harry Potter.

A Roda do Tempo



Lançados originalmente entre 1990 e 2013, os 14 volumes da série A Roda do Tempo compõem um elaborado universo fantástico, só comparável ao da obra de J.R.R. Tolkien.
O último livro da série, intitulado A Memory of Light, publicado em janeiro deste ano nos Estados Unidos, atingiu o topo da lista de best-sellers do The New York Times na semana do lançamento e por duas semanas consecutivas foi o livro mais vendido na Amazon.com.
Venerada por uma gigantesca base de fãs – que, após mais de 20 anos, reúne diferentes gerações de leitores –, a série de Robert Jordan promoveu o surgimento, em 2007, de uma convenção anual chamada JordanCon, que acontece nos Estados Unidos e recebe centenas de participantes de todo o mundo, o Brasil inclusive.


Discworld



Discworld (que ainda não li, mas indico de olhos fechados pelo número de elogios de colegas) é uma série de livros de fantasia - publicada em mais de vinte e cinco idiomas - criada pelo escritor inglês Terry Pratchett, sendo uma referência ao local imaginário onde têm lugar a maioria dos seus livros (nota: um dos primeiros livros de Pratchett, Strata, também se passava num mundo em forma de disco, mas tratava-se de um local diferente).
A série é famosa por satirizar grandes autores de fantasia, como J. R. R. Tolkien, C.S. Lewis, jogos de RPG, cenas do cotidiano.


*Esse post faz parte da campanha #EspalheFantasia, que tem como objetivo espalhar aos quatro cantos do país o prazer de ler esse gênero que anda meio esquecido entre os leitores brasileiros. Se você é leitor de fantasia e gostou do artigo, compartilhe em suas redes sociais com a hashtag #EspalheFantasia e visite os blogs participantes dessa campanha:

INtocados - DNA Literário - Queria Estar Lendo - Chamas do Império - Excalibooks - The Bookworm Scientist - Sobre Os Olhos Da Alma - Entre Dimensões - Sem Serifa - Foco de Resistência - Sonhos, Imaginação & Fantasia - Adoráveis Dias de Cão - Me Livrando - Pétalas de Liberdade
  
[1] Pseudônimo do escritor americano James Oliver Rigner Jr.
[2] Ensaio publicado pela WMF Martins Fontes em 2013 no livro “Árvore e Folha”.

[3] Leia o ensaio do Paulo Cruz, “C. S, Lewis e a formação do imaginário”, para entender melhor. (https://esperandoasmusas.wordpress.com/2013/11/23/c-s-lewis-e-a-formacao-do-imaginario/).


Comentários

  1. Ai ai ai... Discworld, Discworld, tenho de começar a ler xD Tanta gente recomendando kkkkkkkkkkk

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    1. Eu também tenho que começar a ler haha só vim perceber que li poucas séries com essa campanha! Abraços

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  2. O que falar de Discworld?? Terry Pratchett é um dos autores com a imaginação mais fértil que eu já me deparei. Ao mesmo tempo em que ele cria coisas fenomenais, ele faz críticas muito bem desenvolvidas sobre a nossa sociedade.

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    1. Já li muitas coisas positivas sobre o Terry e muito em breve vou ler Discworld, eu necessito! hahah
      Abraços

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  3. NÁRNIA!!! Primeira indicação que vejo.

    É uma série que tá passando batido pra muita gente nova, mas que merece ser lida. Pena que meu livro favorito, O Cavalo e seu Menino, nunca tenha virado filme.

    http://intocados.com/

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    1. O Cavalo e seu menino também é o meu favorito! Pois é, uma pena mesmo. Mas quem sabe um dia? Nárnia é clássico e merecia estar nessa lista. Abraços

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  4. Lista bem focada nos clássicos, maravilhosa. Fico feliz de encontrar mais gente divulgando Discworld. A série não tem a popularidade que merecia aqui no Brasil. Espero que o Espalhe Fantasia possa trazer novos leitores para o Pratchett! :D

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    1. Foquei nos clássicos, pois achei que seria um bom início para aqueles que nunca leram fantasia. E por que não começar pelos clássicos do gênero? Mas estou precisando ler séries mais recentes, e o farei. Discworld está na minha lista e ainda esse ano necessito ler ao menos um livro da série. Abraços

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  5. Allenylson, tua introdução está divina! Amei, meus sinceros parabéns!

    Devo dizer senti aquele calorzinho no coração enquanto lia as tuas indicações. Só séries <3 e clássicas do gênero. Amo quase todas, exceto Discworld que não li e ainda tenho minhas ressalvas.

    Abraços :)

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    1. Obrigado! Você não sabe o quanto demorei para concluir a introdução, mas valeu a pena. Aaaah, as séries são <3 mesmo, amo todas e será as melhores para todo o sempre hahaha também ainda não li Discworld, mas coloquei na lista para ter as cinco e ainda esse ano leio ao menos um livro da série rs
      Abraços

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  6. Só os clássicos, Allenylson! Amei o post.
    Desses só não li Senhor dos Anéis. Eu não me sinto atraída pelos livros, mas li e amei Hobbit, por exemplo. Discworld é Discworld, Harry Potter dispensa comentários e Nárnia é indescritível. Ótimo post!


    Beijos,
    Celly - Me Livrando

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    1. Obrigado, Marcelly! Eu ainda não concluí O Senhor dos Anéis, ainda estou na metade do segundo livro, mas Tolkien deveria entrar nessa lista. Harry Potter foi a série que me fez gostar do mundo da leitura, já Nárnia é minha paixão para todo o sempre rs. Discworld irei começar a ler ainda esse ano, assim espero. Beijos

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  7. Só nomes de respeito, hein? Foda dizer "não" pra esses carinhas aí. hauhauhah

    Pretendo terminar, até o final de 2017, toda a trilogia do Tolkien e ler Nárnia também, já que estou devendo esse clássico.

    A Roda do Tempo e Discworld eu irei lendo aos poucos, já que não gosto de largar várias outras séries de mão por causa de 1 ou 2. A vida de leitor dura pra sempre! o/

    desbravandolivros.blogspot.com.br/2016/06/campanha-espalhefantasia.html

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    1. Pois é, Vagner. Dizer não a eles é bem difícil mesmo haha não somos o Pratchett, que leu O senhor dos anéis em 20 horas, mas chegaremos lá! Leia Nárnia, e tenha em mente que as histórias foram escritas para crianças, mas garanto que você não irá se decepcionar (assim espero rs). Tipo, Nárnia é aquela série de contos de fadas que quanto mais leio, mais me apaixono. E sim, a vida do leitor dura para sempre!!
      Abraços

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  8. Olá, muito interessantes as sua sindicações e seu post no geral, concordo com tudo o que você disse sobre ler livros de fantasia. Indicamos em comum Harry Potter, mas quero ler os outros livros que você indicou.

    petalasdeliberdade.blogspot.com

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