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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Transtornos psicológicos na literatura

O Grito (1893) - Edvard Munch

Diversos gêneros literários de livros, seja drama, romance ou terror, estão usando a temática da loucura como assuntos preferidos para mostrar história de personagens perturbados com distúrbios psicológicos. Exemplo disso é o mais novo romance psicológico, Arco de virar réu, de Antonio Cestaro, que aborda a temática da esquizofrenia, doença muitas vezes é utilizada para contextualizar a história de vilões. Entretanto, essa doença é um distúrbio caracterizado pela perda do contato com a realidade e que quando tratado permite que as pessoas sigam uma vida normal. Existem outros quatro livros interessantes sobre o tema que você pode conferir abaixo:  
1) No lançamento da editora Tordesilhas, Arco de Virar Réuo autor desenvolve uma história marcada por uma narrativa labiríntica escrita em primeira pessoa, responsável por descrever os eventos que marcam a deterioração física e mental do personagem. O narrador-protagonista é um homem de meia-idade, primogênito de pais separados, historiador social com forte inclinação para o estudo antropológico. O narrador inicia a obra contando sobre os sintomas de esquizofrenia de seu irmão, que marcaram sua infância e juventude. Com o passar do tempo, ele passa a apresentar a mesma deterioração mental com fragmentos de memórias, pesadelos e alucinações, que aos poucos, colocam em dúvida sua própria existência.

2) Entre a Razão e a Ilusão, da editora Artmed, trata da experiência de enlouquecer, propondo uma visão mais humana da esquizofrenia, levando em conta tanto os portadores da doença e os seus familiares quanto os profissionais que lidam com o distúrbio e as comunidades onde o fenômeno se manifesta. É um livro para ser lido por especialistas e leigos com informações sobre os limites entre a sanidade e a 'loucura'. O livro mostra que é possível tratar a esquizofrenia e conviver bem com ela.

3) Em O lado bom da vida, editora Intrínseca, Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. 

4) A obra Afluentes do rio Silencioso, da editora Companhia das Letras, narra um dia decisivo na vida de William Heller, jovem de dezesseis anos que sofre de esquizofrenia. Acometido de um delírio, ele foge da clínica psiquiátrica onde está internado e empreende uma jornada pelo sistema de metrô de Nova York. Sozinho entre os túneis subterrâneos, pelos quais tem fixação - o que justifica em parte o apelido Lowboy, "garoto de baixo", que também pode significar "garoto para baixo", uma referência à sua condição mental -, William se move como um minotauro pelo labirinto povoado de mendigos, imigrantes e trens fantasmas da Nova York invisível para quem olha a partir da superfície.
5) Uma Mente Brilhante, obra da editora Record, relata a conturbada trajetória de John Forbes Nash Jr., Prêmio Nobel de Economia de 1994, que no auge do seu sucesso, aos 31 anos, vê sua genialidade corroída por surtos persecutórios, provenientes de uma esquizofrenia paranoica. Neste livro, Sylvia Nasar reconstitui a luta deste gênio dos números para recobrar sua sanidade.



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