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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald



Narrado por Nick Carraway, um homem que ver as coisas acontecerem e nos conta tudo sobre o seu ponto de vista, O Grande Gatsby foi o segundo romance de F. Scott Fitzgerald. O romance retrata a sociedade americana nos loucos e prósperos anos 20. Jay Gatsby, um personagem que é nos apresentado envolto de grandes mistérios, é um homem envolvido em negócios que permite uma vida luxuosa. Logo quando Nick se mudou para Long Island, ele percebeu que o seu vizinho dava grandes festas. A mansão de Gatsby era enorme, e com todas as luzes, que parecia uma grande árvore de natal, as festas de Jay Gatsby era atração para todos. Depois de alguns dias morando em West Egg, seu vizinho o convidara para ir a uma de suas festas. Nick vai e fica meio que perdido e tenta encontrar Gatsby para agradecer ao convite.

“Assim que cheguei fiz uma tentativa para encontrar meu anfitrião, mas duas ou três pessoas às quais perguntei sobre seu paradeiro me olharam de um jeito tão espantado e negaram com veemência qualquer conhecimento dos seus movimentos que me esquivei na direção da mesa de coquetéis — o único lugar no jardim onde um homem sozinho podia ficar sem parecer perdido ou solitário.” (p.61)

Ouve comentários sobre os negócios dele, que na verdade são pistas do que realmente o grande Gatsby faz para ter toda aquela fortuna. Uns acham que ele meche com contrabando, outros pensam que ele mata pessoas.  As pessoas não eram convidadas para a festa de Gatsby, simplesmente iam. Já era rotina os carros chegarem a Long Island no fim de semana e ir direto para a festa do homem misterioso. Ninguém fazia questão de encontrá-lo e em troca, tudo o que Jay queria era o silêncio sobre a sua vida.


Do outro lado da baía, morava Daisy e Tom Buchanan. Daisy era prima de Nick, que era uma antiga paixão de Gatsby. Todos os personagens são intensos e interessantes, alguns com certa excentricidade, no caso de Daisy. Os relatos de Nick em sua passagem por Long Island e dos fatos póstumos são realmente incríveis. A escrita de Fitzgerald é leve e vívida. É impossível imaginar que, logo quando foi lançado, “The Great Gatsby” foi um fracasso de vendas e críticas. Parte desse fracasso se deu por causa dos erros de edição e a outra parte se dava pela história em si. Scott colocou no papel muitos dos ricos daquela época e suas loucuras. Uma grande história sobre amor e tragédia. Nick, que às vezes tinha aversão a Gatsby, por saber que ele estava mentindo sobre o seu passado, o descreveu dessa forma:

“Sorriu com um ar de compreensão — muito mais do que compreensão. Era um daqueles sorrisos raros com uma qualidade de eterna reafirmação, que encontramos umas quatro ou cinco vezes na vida. Ele se defrontava — ou parecia se defrontar — com todo o mundo externo por um instante e então se concentrava em você com uma parcialidade irresistível a seu favor. Ele o entendia na medida em que você desejava ser entendido, acreditava em você como você desejaria acreditar em si mesmo e lhe garantia que guardava de você a impressão que, à melhor maneira, você esperava transmitir.” (p.67-68)
Como o The Guardian disse: “Há dezenas de romances que podemos considerar ‘a grande história de amor do nosso tempo’. Mas O grande Gatsby é o único com esta definição verdadeiramente acertada.” A paixão de Gatsby por Daisy, e a sua perseverança de um dia poder encontrá-la novamente, é o retrato de uma grande paixão que todos nós um dia já tivemos ou iremos ter.

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