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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

O outro lado de Agatha Christie


A partir de 26 de agosto, uma exposição fotográfica será aberta em Londres, reunindo fotos que mostram o outro lado da escritora inglesa. O que se descobrirá é que, além de autora de histórias policiais, Agatha Christie também foi enfermeira, surfista, patinadora, viajante, dançarina, tocava instrumentos musicais e até passeava em meio ao milharal.

“Antes de iniciar este projeto, a imagem que eu tinha de Agatha Christie era basicamente de uma Miss Marple”, admitiu Alice Graham, responsável pela curadoria da mostra que, depois de Londres, vai para a cidade natal d escritora, Torquay, como parte das celebrações do aniversário de 125 anos de seu nascimento.

A curadora virou uma espécie de detetive em busca de fotografias raras. “Ela se casou com seu primeiro marido, Archie, com pressa, em 1914, antes de ir para a guerra como enfermeira. Ela não teve tempo para preparar nada e estava usando o que descreveu como um casaco velho e um chapéu de veludo marrom. Nós encontramos uma foto solta em que a roupa parece se enquadrar nessa descrição e acreditamos ser a única imagem de seu primeiro casamento.”

Outra descoberta está ligada ao famoso “desaparecimento” de Agatha Christie que aconteceu em 1926. “Ela desapareceu depois que seu marido a deixou e que sua mãe morreu” disse Graham. “Ela se hospedou em um hotel em Harrogate sem dizer a ninguém e deixou seu carro abandonado. Ninguém nunca tinha visto uma foto desse carro, mas agora temos uma imagem dela neste automóvel em 1925 com uma prancha de surf na parte de trás.”

Sobre a exposição, Mathew Prichard, 70, único neto da Rainha do Crime, afirmou ao jornal britânico Dailymail, que sua avó era uma mulher à frente do seu tempo: “Não havia muitas pessoas nos anos vinte e trinta, particularmente as mulheres, com a coragem, entusiasmo e talento para fazer o que ela fez. Ela era uma pessoa realmente voltada para o futuro.”

Prichard também disse que o fascínio pelos livros de sua avó se espalha por todo o mundo, “especialmente França, EUA, Japão, Índia e Brasil”. E questionado a respeito do que Agatha Christie acharia da exposição, o neto revelou que “Ela ficaria surpresa e um pouco envergonhada, pois odiava a fama. Ela só queria escrever seus livros.”

A exposição “Agatha Christie: retrato inacabado” poderá ser vista na Bankside Gallery em Londres, entre 26 de agosto e 6 de setembro. Em seguida, vai para Torquay, na Torre Abbey, de 11 a 20 de setembro.

Veja algumas das fotos da exposição:

Em uma aula de dança. Agatha está bem no centro da imagem. A foto é de 1904.

Agatha Christie em 1898, com 8 anos, tocando bandolin 
Agatha caminha em meio a um milharal. Data indefinida.


Em uma sacada parisiense em 1906.

Surfando na África do Sul, em Cape Town, em fevereiro de 1922.

Patinando com as amigas em 1911. 
Em 1914, como enfermeira, junto a voluntários ingleses que partiriam para a Primeira Guerra. Agatha Christie é a segunda da direita para esquerda.
Fonte: L&PM Blog.

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