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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Odin | Mitologia Nórdica

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal da mitologia nórdica atual e também conhecido como "Pai de Todos"
Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.
Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir.
Era filho de Borr e da jotun ("gigante") Bestla, irmão de Vili e Vé, esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses. tais como Thor, Baldr,Vidar e Váli. Na poesia escáldica faz-se referência a ele com diversos kenningar, e um dos que são utilizados para mencioná-lo é Allföðr ("pai de todos").


Como deus da guerra, era encarregado de enviar suas filhas, as valquírias, para recolher os corpos dos heróis mortos em combate, os einherjar, que se sentam a seu lado no Valhalla de onde preside os banquetes. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar, que, com um pé sobre sua garganta, lhe arrancará a mandíbula.
Como guerreiro, Odin cavalga em seu corcel de oito patas, Sleipnir, e maneja a poderosa lança Gungnir. Acompanhando-o estão dois lobos e seus dois corvos de confiança, Hugin (pensamento) e Munin (memória), que voam ao redor de Midgard e voltam para contar a Odin tudo o que veem e ouvem.
Odin empunhando sua lança Gungnir, montando em Sleipnir e acompanhado de seus lobos, Geri e Freki.
Como um sábio, Odin viaja disfarçado como um andarilho simplório buscando sabedoria. Sua sede de conhecimento teve um alto preço pessoal, tendo Odin se enforcado em um dos galhos da Yggdrasil, a árvore do mundo, por nove dias e noite, além de sacrificar um de seus olhos para a Fonte da Sabedoria.
Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.

Na mitologia nórdica, Yggdrasil é uma árvore colossal, que é o eixo do mundo.
Como o guardião das almas, Odin dá aos guerreiros caídos as boas-vindas ao seu imponente salão em Valhala, sob a promessa de que eles o ajudarão no Ragnarök. Guerreiras que recebem seu favor se tornam suas Valquírias de elite, que concedem passagem àqueles dignos de entrar em Valhala.
É em preparação para os dias finais do Ragnarök que ele faz tudo isso. Pois as videntes afirmam que sua morte virá das presas do grande lobo Fenrir e como qualquer um, Odin tenta mudar seu destino. Ainda que uma Völva nunca tenha se enganado até hoje.

Valhalla, situado em Asgard.
Podemos encontrar mais sobre esse deus nos livros da série As Crônicas Saxônicas, e no Dicionário de Mitologia Nórdica.

Comentários

  1. Muito legal, Allenylson!
    Sou um super fã de mitologias, e a nórdica é a que mais me fascina!

    Abraços!

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