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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
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Caio Rodrigues Alves, autor parceiro do blog | Parcerias

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Seu primeiro livro publicado é de literatura fantástica, O Segredo das Runas, A Escolha de uma Valquíria. O atentado do dia 11 de setembro entrou para a história como a maior ofensiva terrorista já registrada. Em resposta, o governo americano implantou austeras medidas para erradicar este mal do novo milênio. Com o medo assolando as ruas e o clamor por justiça sendo bradado a plenos pulmões pelas massas, a passional doutora Sophie Campbell teme pela convocação de sua irmã, a oficial das forças aéreas americanas, Claire Campbell, a uma guerra despropositada. Sem argumentos convincentes o suficiente para arrefecer o nacionalismo palpitante no coração de sua irmã, Sophie pede conselhos ao seu sábio tio, dono de uma ilustre livraria, que lhe indica um misterioso livro nórdico: “A Escolha de Uma Valquíria”.

Sem entender o motivo da inusitada indicação, a médica inicia a controversa leitura e aos poucos vai se identificando com os questionamentos e as emoções da poderosa valquíria Arthenis, que também se via com o espírito atormentado, buscando por respostas perante o inevitável mal que se aproximava. Sem conseguir se lembrar do passado que lhe fora tomado, a valquíria vagava em meio a nebulosas incertezas até o Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, o fim dos tempos para a civilização viking.
Sentindo seus corações conexos, Sophie imerge no universo fantástico da mitologia nórdica, desbravando uma empolgante jornada épica ao lado de Arthenis. Porém, o que ambas não sabem é que tais mundos distantes podem ser apenas reflexos de uma única realidade.

As areias escorrem na ampulheta do tempo para que Sophie impeça sua irmã de uma arriscada empreitada militar e para que Arthenis alcance sua salvação no fatídico Ragnarok.


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