Pular para o conteúdo principal

As pupilas do senhor Reitor, de Júlio Dinis

As Pupilas do Senhor Reitor [Record, 368 pgs, R$32,90] é um clássico da literatura portuguesa. Como o título sugere, as personagens principais são as pupilas do S. Reitor. Margarida e Clara são irmãs, mas uma é o oposto da outra. Enquanto a mais velha, Guida, é reservada e dada às tristezas e melancolia da vida, a outra é alegre, brincalhona e de uma ingenuidade própria das raparigas (leia-se moças) de virtudes do século XIX. A trama gira em torno do já citado S. Reitor, as suas pupilas, o José das Dornas e seus filhos, Pedro e Daniel. Este último, que deveria ter sido padre, não fosse por sua paixão pela pequena Guida – os dois eram crianças – é o caos que agita toda a história. Mandado para a cidade do Porto, Daniel volta já médico para a aldeia onde nascera e passara a infância e causa agitação na pacata aldeia. Suas ideias modernas chocam o médico octogenário, João Semana, e a princípio há certa disputa entre o velho e conservador; o novo e o progressista. Pedro, irmão mais velho …

Caio Rodrigues Alves, autor parceiro do blog | Parcerias

É com muita alegria que venho anunciar mais uma parceria firmada com um autor nacional! O nome dele é Caio Rodrigues Alves e nasceu no Rio de Janeiro. Devido a complicações de saúde na infância, seu envolvimento com a literatura se desenvolveu precocemente, tornando-se não apenas seu refúgio como seu conforto e sua inspiração para os desafios cotidianos. Aos 15 anos, já saudável, porém com uma permanente lesão visual, enquanto cursava sua escola técnica, iniciou seu hobby, que logo se transformaria no ofício de escrever. Neste mesmo período concluiu seu primeiro romance, mas que jamais passaria de, por vontade pessoal, uma mera distração adolescente. Seguiu uma carreira profissional não artística, se graduando em Administração aos 21 anos, por onde teve seu primeiro artigo científico publicado. Sua especialização jamais interferiu em sua arte, a qual sempre exerceu através de poesias e contos. Atualmente atua como empreendedor, empresário e escritor romancista.


Seu primeiro livro publicado é de literatura fantástica, O Segredo das Runas, A Escolha de uma Valquíria. O atentado do dia 11 de setembro entrou para a história como a maior ofensiva terrorista já registrada. Em resposta, o governo americano implantou austeras medidas para erradicar este mal do novo milênio. Com o medo assolando as ruas e o clamor por justiça sendo bradado a plenos pulmões pelas massas, a passional doutora Sophie Campbell teme pela convocação de sua irmã, a oficial das forças aéreas americanas, Claire Campbell, a uma guerra despropositada. Sem argumentos convincentes o suficiente para arrefecer o nacionalismo palpitante no coração de sua irmã, Sophie pede conselhos ao seu sábio tio, dono de uma ilustre livraria, que lhe indica um misterioso livro nórdico: “A Escolha de Uma Valquíria”.

Sem entender o motivo da inusitada indicação, a médica inicia a controversa leitura e aos poucos vai se identificando com os questionamentos e as emoções da poderosa valquíria Arthenis, que também se via com o espírito atormentado, buscando por respostas perante o inevitável mal que se aproximava. Sem conseguir se lembrar do passado que lhe fora tomado, a valquíria vagava em meio a nebulosas incertezas até o Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, o fim dos tempos para a civilização viking.
Sentindo seus corações conexos, Sophie imerge no universo fantástico da mitologia nórdica, desbravando uma empolgante jornada épica ao lado de Arthenis. Porém, o que ambas não sabem é que tais mundos distantes podem ser apenas reflexos de uma única realidade.

As areias escorrem na ampulheta do tempo para que Sophie impeça sua irmã de uma arriscada empreitada militar e para que Arthenis alcance sua salvação no fatídico Ragnarok.


Mais Informações:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Leia o conto "O Gato Preto", de Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que acreditem nesta narrativa ao mesmo tempo estranha e despretensiosa que estou a ponto de escrever. Seria realmente doido se esperasse, neste caso em que até mesmo meus sentidos rejeitaram a própria evidência. Todavia, não sou louco e certamente não sonhei o que vou narrar. Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma. Meu propósito imediato é o de colocar diante do mundo, simplesmente, sucintamente e sem comentários, uma série de eventos nada mais do que domésticos. Através de suas consequências, esses acontecimentos me terrificaram, torturaram e destruíram. Entretanto, não tentarei explicá- los nem justificá-los. Para mim significaram apenas Horror, para muitos parecerão menos terríveis do que góticos ou grotescos. Mais tarde, talvez, algum intelecto surgirá para reduzir minhas fantasmagorias a lugares-comuns – alguma inteligência mais calma, mais lógica, muito menos excitável que a minha; e esta perceberá, nas circunstâncias que descrevo com espanto, na…

O livro sobre nada | Poema de Manoel de Barros

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu que…

O Cavalo e seu Menino, de C. S. Lewis

O terceiro livro de As Crônicas de Nárnia em ordem cronológica, O Cavalo e seu Menino, narra a história de duas crianças fugindo em dois cavalos falantes. Shasta vive em uma aldeia de pescadores e vive como se fosse um empregado do seu pai ‘adotivo’, Arriche. Quando um tarcãa chega à aldeia e pede para se hospedar na casa de Arriche, este aceita sem hesitar. Com um hóspede nobre, o pescador coloca Shasta para dormir no estábulo junto com o burro de carga, tendo como comida apenas um naco de pão. Arriche não era um pai afetivo, acho que ele nem se considerava pai do menino. Via mesmo ali uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, e quando o tarcãa oferece uma quantia por Shasta, ele ver que pode arrancar um bom dinheiro com a venda do menino e assim começam a barganhar um preço pelo garoto. Ao ouvir que o seu ‘pai’ iria lhe vender, o menino decide fugir e ir para o Norte — era o seu grande sonho conhecer o Norte. Ao se dirigir ao cavalo, e sem esperar nada, desejar que o animal falasse,…