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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

9 Dicas para escritores iniciantes | Artigos



Qual o leitor que não sonha em escrever um livro? Sonhar todos sonha, mas como passar o que está dentro da nossa cabeça para o papel, computador e etc.? Foi pensando nisso que eu decidi criar esse artigo para o blog, já que eu sofro também desse problema, e com umas dicas aqui e outras ali e acabo conseguindo escrever um pouco melhor. Não é uma fórmula mágica, mas se dedicando todos os dias e colocando em prática as dicas, eu consegui dar início a vários projetos de livros. Estou trabalhando agora em um infanto-juvenil de literatura fantástica, é difícil, mas é muito prazeroso. Espero que essas dicas também possam fazer com que vocês escrevam mais e melhor.

1. Se você for um escritor iniciante, sua televisão deve ser uma das primeiras coisas a serem eliminadas. É “venenosa à criatividade”, diz Stephen.  Os escritores precisam olhar para dentro de si mesmos e direcionar a atenção à vida da imaginação. E para tanto devem ler o máximo possível. King leva consigo um livro a todo lugar que vai e lê até mesmo durante as refeições. “Se você quiser ser um escritor, deve fazer duas coisas acima de todas: ler muito e escrever muito”. Leia muito e trabalhe constantemente para refinar e redefinir seu trabalho enquanto lê.
– Stephen King.

2. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem...
– Neil Gaiman.

3. Durante muito tempo me aterrorizou a página em branco. A via e vomitava. Mas um dia li o melhor que se escreveu sobre essa síndrome. Seu autor foi Hemingway. Disse que se há de começar, e escrever, e escrever, até que de repente se sente que as coisas saem sozinhas, como se alguém as ditasse ao ouvido, ou como se quem as escreve fosse outro. Tem razão: é um momento sublime.
 – Gabriel García Marquez.

4.   Misture. Existem ocasiões em que as palavras mais simples e em menor número superam com vigor toda a riqueza da amplificação retórica. Um exemplo pode ser visto na passagem que tem sido a ilustração preferida dos dias de Longinus ao nosso. “Deus disse: Que haja luz! E existiu a luz.” Essa é a concepção do poder tão calma e simples que precisa apenas ser apresentada em poucas palavras. E seria enfraquecida e confundida por qualquer sugestão de acessórios. Embora essa sentença do Genesis seja sublime na sua simplicidade, nós não podemos concluir que sentenças simples são uniformemente melhores. O prazer dos leitores não deve ser esquecido e ele não pode se sentir satisfeito com um estilo que nunca flui. Um estilo duro, abrupto e deslocado irrita e confunde o leitor por seus solavancos repentinos. É mais fácil escrever frases curtas do que lê-las. As sentenças curtas, que são intoleráveis quando abundantes, quando usadas com moderação ficam perfeitas. 
– George Henry Lewes.

6. Não tem outro caminho a não ser escrever muito, copiar muito. Eu tenho muita coisa escrita, muitas coisas copiadas de outros autores. Mas chega uma hora que você tem uma ideia sua que tem que sair. Ela fica maturando, maturando até que você coloca no papel.
– Leonardo Alckmin.

7. Eu acho que, a coisa mais importante para qualquer aspirante a escritor, é ler. E não somente o tipo de coisa que você está tentando escrever, pode ser fantasia, ficção cientifica, quadrinhos, qualquer tipo de literatura. Você precisa ler de tudo. Leia a história, ficção histórica, biografias, leia novelas de mistério, fantasia, ficção cientifica, horror, os sucessos, literatura clássica, erótica, aventura, sátira. Cada escritor vai ter algo para ensinar a você, seja bom ou ruim. (E sim, você pode aprender com livros ruins também – o que não fazer).
E escrever. Escreva todos os dias, mesmo que seja uma página ou duas. Quanto mais você escrever, melhor nisso você será. Mas não escreva no meu universo, no de Tolkein, no universo Marvel, de Star Trek ou em qualquer outro que você pegue emprestado. Cada escritor precisa aprender a criar seus próprios personagens, mundos e configurações. Usar o mundo de outro é o método preguiçoso. Se você não exercitar esses “músculos literários”, você nunca vai desenvolvê-los.
George R. R. Martin.

8. Escreva sobre o que você mais gosta independente da moda! Escreva sempre que puder! Revise seu texto até ficar o melhor possível!
Peça a opinião de pessoas experientes e lembre-se: a melhor crítica é a sincera! Crie um esqueleto básico de sua história e saiba o fim dela. Mas você não deve ser rígido com isso.
– J. R. R. Tolkien.

9. Não use adjetivos que nos dizem simplesmente como você quer que a gente se sinta sobre a coisa que você está descrevendo. Ou seja, em vez de nos dizer que algo foi “terrível”, descreva-o de modo que vamos nos aterrorizar. Não diga que foi “maravilhoso”, deixe-nos dizer “delicioso” quando lermos a descrição. Vejam bem, todas essas palavras (horrível, maravilhoso, terrível, exótico) são apenas você dizendo aos seus leitores “Por favor, você tem que fazer o meu trabalho para mim.”
– C. S. Lewis.

Bem, espero que essas dicas sejam úteis para vocês assim como serão para mim. Lembrando que para escrever melhor, é preciso muito esforço. Comece a escrever, e escreva, escreva, até que as coisas passem a fluir naturalmente, como o Gabo disse, é um momento sublime. 

Comentários

  1. Boas dicas, mas falta algum conteúdo, esse canal do youtube também me ajudou bastante https://www.youtube.com/user/newtonrocha

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  2. Boas dicas, mas falta algum conteúdo, esse canal do youtube também me ajudou bastante https://www.youtube.com/user/newtonrocha

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  3. Ótimas dicas, exatamente oque eu procurava. Tenho certeza que vão me ajudar muito.

    ResponderExcluir
  4. Ótimas dicas, exatamente oque eu procurava. Tenho certeza que vão me ajudar muito.

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  5. Adorei a última dica. É o que eu realmente precisa. Depois de lê-la, percebo o quanto de adjetivos eu uso na minha histórias. Muito obrigada!!

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  6. Boa Tarde, muito boa as dicas, algumas eu já conhecia através de minhas pesquisas. Também estou escrevendo meu primeiro livro de Literatura fantasia e quem quiser conversar comigo pode me adicionar no facebook ou mandar mensagens messenger.
    miguelbentes@globo.com
    Abçs a todos

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