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As pupilas do senhor Reitor, de Júlio Dinis

As Pupilas do Senhor Reitor [Record, 368 pgs, R$32,90] é um clássico da literatura portuguesa. Como o título sugere, as personagens principais são as pupilas do S. Reitor. Margarida e Clara são irmãs, mas uma é o oposto da outra. Enquanto a mais velha, Guida, é reservada e dada às tristezas e melancolia da vida, a outra é alegre, brincalhona e de uma ingenuidade própria das raparigas (leia-se moças) de virtudes do século XIX. A trama gira em torno do já citado S. Reitor, as suas pupilas, o José das Dornas e seus filhos, Pedro e Daniel. Este último, que deveria ter sido padre, não fosse por sua paixão pela pequena Guida – os dois eram crianças – é o caos que agita toda a história. Mandado para a cidade do Porto, Daniel volta já médico para a aldeia onde nascera e passara a infância e causa agitação na pacata aldeia. Suas ideias modernas chocam o médico octogenário, João Semana, e a princípio há certa disputa entre o velho e conservador; o novo e o progressista. Pedro, irmão mais velho …

Boyhood - Da Infância à Juventude | Crítica do Filme





Assisti recentemente o filme queridinho de Hollywood, aquele que arrancou várias críticas positivas e que acabou levando o Globo de Ouro de melhor filme. Pois bem, estava super ansioso para assisti-lo e dar uma opinião para os leitores aqui do blog.

O filme conta a história de Masom (Ellar Coltrane), filho de pais separados. Masom mora com a mãe e a irmã, mas tem que lidar com a ausência do pai, os relacionamentos fracassados da mãe, e as constante mudanças de casa. Com diálogos interessantes, situações engraçadas, e momentos dramáticos, Boyhood cumpre com toda aquela expectativa de ser uma obra brilhante. O longa foi rodado durante 12 anos, começando em 2002 e só finalizado em 2014. Richard Linklater foi genial em fazer algo assim, que ao meu ver, é algo incrível. Gravar com os mesmos atores, durante esse longo período, acompanhando as transformações de cada um, e principalmente apostando em atores mirins, o qual não dá para saber se durante esse tempo vai continuar sendo interessante para o público, foi muito arriscado, mas deu muito certo.



Richard quis passar algo mais humano, mais realista. Quem não conhece alguém que teve que enfrentar, desde criança, a separação de seus pais? Conforme Masom vai crescendo, como todos nós, vai amadurecendo e enfrenta várias crises normais de todo e qualquer adolescente (o que eu quero ser de verdade? fotógrafo? faço faculdade para quê?). Há um diálogo de Masom e Sheena, quando estão indo para faculdade, onde ele questiona o por quê de nós estarmos conectados direto ao Facebook, deixando assim as relações pessoas e realistas de lado. Com mais de duas horas de duração, vi na tela da tevê de minha casa, uma criança evoluindo, conhecendo a vida como ela é, saindo de sua inocência. Primeira namorada, primeira vez, álcool, cigarro... Mas só uma coisa que eu queria saber sobre os personagens desse filme: ao se casar pela segunda vez, Olivia (Patricia Arquette), sai de casa por causa da violência do marido, o qual tem mais dois filhos, e abandona-os lá com um pai bastante violento. Desde então, nada se fala mais sobre aquelas criaturas, e o que aconteceu com elas.
Para quem não assistiu ainda, corre e assista loga. Pois uma das grandes apostas para o Oscar desse ano é Boyhood - Da Infância à Juventude

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