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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

Boyhood - Da Infância à Juventude | Crítica do Filme





Assisti recentemente o filme queridinho de Hollywood, aquele que arrancou várias críticas positivas e que acabou levando o Globo de Ouro de melhor filme. Pois bem, estava super ansioso para assisti-lo e dar uma opinião para os leitores aqui do blog.

O filme conta a história de Masom (Ellar Coltrane), filho de pais separados. Masom mora com a mãe e a irmã, mas tem que lidar com a ausência do pai, os relacionamentos fracassados da mãe, e as constante mudanças de casa. Com diálogos interessantes, situações engraçadas, e momentos dramáticos, Boyhood cumpre com toda aquela expectativa de ser uma obra brilhante. O longa foi rodado durante 12 anos, começando em 2002 e só finalizado em 2014. Richard Linklater foi genial em fazer algo assim, que ao meu ver, é algo incrível. Gravar com os mesmos atores, durante esse longo período, acompanhando as transformações de cada um, e principalmente apostando em atores mirins, o qual não dá para saber se durante esse tempo vai continuar sendo interessante para o público, foi muito arriscado, mas deu muito certo.



Richard quis passar algo mais humano, mais realista. Quem não conhece alguém que teve que enfrentar, desde criança, a separação de seus pais? Conforme Masom vai crescendo, como todos nós, vai amadurecendo e enfrenta várias crises normais de todo e qualquer adolescente (o que eu quero ser de verdade? fotógrafo? faço faculdade para quê?). Há um diálogo de Masom e Sheena, quando estão indo para faculdade, onde ele questiona o por quê de nós estarmos conectados direto ao Facebook, deixando assim as relações pessoas e realistas de lado. Com mais de duas horas de duração, vi na tela da tevê de minha casa, uma criança evoluindo, conhecendo a vida como ela é, saindo de sua inocência. Primeira namorada, primeira vez, álcool, cigarro... Mas só uma coisa que eu queria saber sobre os personagens desse filme: ao se casar pela segunda vez, Olivia (Patricia Arquette), sai de casa por causa da violência do marido, o qual tem mais dois filhos, e abandona-os lá com um pai bastante violento. Desde então, nada se fala mais sobre aquelas criaturas, e o que aconteceu com elas.
Para quem não assistiu ainda, corre e assista loga. Pois uma das grandes apostas para o Oscar desse ano é Boyhood - Da Infância à Juventude

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