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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

O Hobbit | Resenha do livro




Bilbo bolseiro é um típico hobbit, gosta de fumar, tomar chá e comer bem. Muito bem. Gosta da tranquilidade, é verdade. Mas as coisas para o pequeno Bilbo iriam mudar e seu lado tûk iria despertar.

Foi em um dia bastante bonito, o bolseiro estava sentado em frente da sua bela toca, soltando anéis de fumaça quando um velho apareceu. Era Gandalf, mas é claro que o pequeno hobbit não sabia. É que o mago passara por alí para conhecer o bolseiro e o convidar para participar de uma aventura com ele e mais treze anões. 

A noite, lá perto do jantar, Bilbo ouve alguém batendo em sua porta. Era os primeiros anões a chegar para a reunião. E assim prosseguiu, de batida em batida, até que todos os anões e Gandalf estavam na toca do hobbit. Ele, é claro, estava muito irritado e não estava entendo nada, além de comerem muito, e de atrapalhar a sua pacata vida.
O motivo da reunião, era que o pobre Bilbo, que apesar do seu lado tûk, que é uma raça bastante corajosa e aventureira, seria contratado como um ladrão para uma grande aventura. Os anões estavam dispostos a enfrentar Smaug, o dragão que roubara os tesouros do Rei Thrain e acabara com aquele povo, para recuperarem o seu tesouro e a sua terra. Os anões eram liderados pelo velho Thorin. Assim decidiram, fazendo planos e cantando alegremente. No dia seguinte iam partir rumo à aventura.

J. R. R. Tolkien é genial. Ao desenrolar da história, Bilbo e os anões passam por muitas dificuldades, sendo quase comidos por trolls, capturados pelos orcs, quase mortos pelos wargs, salvos por águias, enfrentando os perigos da floresta negra, sendo capturados por elfos, e por aí vai. Bilbo que não passava de um hobbit pequeno que só queria estar na sua toca tomando o chá da tarde, se revelara um ladrão de primeira. Salvara os anões diversas vezes. Tudo isso por que roubara o anel de uma criatura asquerosa e nojenta (Gollum, Gollum) quando tentava fugir da caverna dos orcs. É claro que o seu lado tûk o ajudara. Bilbo desde então se mostrara de grande utilidade. Se mostrara mais esperto, mais aventureiro. Às vezes, com seus diálogos internos, se questionava como aquilo tudo estava acontecendo.
Ao conseguir chegar nas montanhas solitárias, depois de passar maus bocados pela floresta negra, Bilbo e os anões estão perto de concluir a aventura. Precisam derrotar Smaug para poder conseguir o ouro. Várias acontecimentos de tirar o fôlego acontecem, até a guerra dos cinco exércitos, o ápice do livro, começa. Uma grande batalha, muitos orcs, wargs e morcegos contra os Homens do Lago, os Elfos e os Anões, Bilbo e Gandalf. Grande Tolkien, de uma imaginação, de uma sabedoria inimaginável. Que livro!

Depois de terminar de ler O Hobbit, sinto-me na obrigação de ler O Senhor dos Anéis, que tenho a absoluta certeza de que será imensamente maravilhosa como essa história. Aclamado pela crítica na época do seu lançamento, O Hobbit é considerado um clássico infanto juvenil. Lembrando que agora em dezembro, será lançado o filme A Batalha dos Cinco Exércitos, o qual conto os dias para poder assistir e ver se vai ser fiel à batalha do livro.

Comentários

  1. Nunca li nada do Tolkien apesar de ter visto os filmes, é linguagem é muito densa ou dá para ler numa boa?

    http://www.eucurtoliteratura.com/

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    1. Oi Tainan, a escrita do Tolkien é bem leve e agradável para ler. Apesar de comentários sobre uma linguagem mais complicada e cansativa em O Senhor dos Anéis, O Hobbit não demonstra nada disso. Super recomendo, vai adorá-lo. Beijos! (P.s: ainda não li os livros posteriores)

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  2. Oi Allenylson, eu também ouço muita gente dizendo que a leitura de Tolkien é cansativa, e ouço muita gente dizendo também que é maravilhosa, então acho que só eu lendo mesmo para descobrir. Como eu gosto muito de fantasias, acho que é uma obrigação minha ler alguma coisa desse homem, que serviu de exemplo para muito autor que eu gosto. Abraços

    blogfalandodelivros.blogspot.com.br

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    1. Na minha humilde opinião Eva, você deve ler as obras do Tolkien. A leitura de O Hobbit para mim foi maravilhosa, e quanto mais eu lia mais queria ler rs. A J.K se inspirou no Senhor dos Anéis para escrever HP se não me falha a memória, entre tantos e tantos. Beijos!

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  3. Olá!

    Estou com muita vontade de ler O Hobbit, pois sou fã da história. Gosto desde que assisti aos filmes de O Senhor dos Anéis. Muito boa a sua resenha =D

    http://refugiorustico.blogspot.com.br/

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    1. Olá Maria, você vai gostar muito mesmo. O Hobbit para mim é um dos melhores que eu já li. Obrigado por gostar da resenha. Beijos.

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  4. Acabei a leitura de O Hobbit (releitura, na verdade) há alguns minutos, e fiquei super contente em encontrar uma resenha dele, pois adoro ouvir a opinião dos outros. Também me sinto obrigada a ler a trilogia O Senhor dos Anéis, o que eu vou começar amanhã mesmo :)

    Leitores Forever

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    1. Que bom Cris, infelizmente esse ano não vai dar para eu ler O Senhor dos Anéis, mas próximo ano vão ser os primeiros que irei ler.

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