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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

Divergente | Resenha do livro

Editora: Rocco
Autora: Veronica Roth
Formato: Digital
ISBN: 978-85-8122-151-9
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em 5 facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. 
Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Durante 2014 o livro que eu consegui ler em tempo recorde foi Divergente. A escrita de Veronica Roth me encantou de tal maneira, que quanto mais eu lia, com mais prazer eu ficava para continuar lendo o próximo capítulo. Assisti primeiro o filme, e só decidi ler o livro uns 8 dias atrás, pois estava procurando inspiração para o livro que estou tentando escrever. A riqueza dos detalhes, a forma natural como ela descreve os acontecimentos me fascinaram.

Divergente não é só mais uma modinha como eu julgava. Sim, além do romance que foge dos clichês literários entre Tris e Quatro, o livro aborda assuntos como o bullying, a coragem, o sacrifício e o perigo de pensar com sua própria mente dentro de uma sociedade politicamente correta.
A personagem principal, Beatrice (Tris) é da facção abnegação e está prestes a escolher o seu futuro e em qual facção vai pertencer. Para isso, ela faz um teste de aptidão em que mostrará qual das cinco facções ela pertence. Mas o seu teste não foi conclusivo, pois ela tinha aptidão em mais de uma facção. Algo errado estava acontecendo, e como mais tarde ela descobre, o seu teste apontava que ela era uma Divergente.

Além da Abnegação, existem mais quatro facções: Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza. Logo após da cerimônia em que todos os jovens de até 16 anos escolhem em qual facção pertencer, começa a iniciação. Se não passarem na iniciação, se tornarão sem-facção. Beatrice escolhe a Audácia, uma facção em que seus membros desconhecem a covardia. Desde então, vários acontecimentos de tirar o fôlego do leitor acontecem. No ápice do livro, em que uma guerra pelo poder acontece, Tris corre perigo e tem perdas insuperáveis. Ela também descobre que existem outros divergentes, e lutam para sobreviver e acabar com o plano de Jeanine. Para saber o que acontece, só lendo o livro. Minha grande descoberta do ano foi sem dúvida a escritora Veronica Roth. Divergente é uma trilogia, que conta com Insurgente e Convergente.

Comentários

  1. Olá
    Parece ser legal maaas livros com esses temas que citou não me atraem muito, som meio superficiais para mim.
    Abraços.

    http://chacomresenha.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. E aí Leo! Bem, eu não achei ele superficial é uma ótima leitura. Vale a pena, abraços!

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  2. De alguma forma o livro é uma modinha - se eu entendi o conceito de modinha que você descreveu. Mas não é por ser modinha que é ruim. Um exemplo é Game of Thrones, que é modinha para todos os cantos, mas é fascinante. Eu sempre tive curiosidade para conhecer a história e nem o filme assisti ainda pois quero me aventurar primeiro no livro. Espero que eu goste da leitura.

    Um abraço,
    oepitafio.blogspot.com

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    Respostas
    1. E aí Elder! Acho que você vai gostar da leitura sim.
      Abraços.

      Excluir

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