Pular para o conteúdo principal

A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

A Cabana | Resenha do livro

Autor: William P. Young
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-8041-025-9

A Cabana é um desses livros que é amado por muitos, e odiado pelo resto. É difícil falar sobre esse livro porque existem várias controvérsias. Como por exemplo, William retratou Deus como uma mulher negra. É verdade que ele só quis quebrar aquela visão de um Deus barbudo, velho e irado. E na minha humilde opinião, ele acertou em cheio ao escrever desse jeito. Talvez se a história tivesse um homem velho e barbudo como Deus não teria tanto impacto assim. O mesmo acontece com o filho Jesus, e o Espírito Santo. Um Jesus carpinteiro, do oriente médio. E o espírito santo, uma mulher oriental. Mas vamos voltar para o que o livro conta. 

Mack teve sua filha pequena assassinada por um maníaco. Desde então, ele se culpa pela morte da filha até que recebe um bilhete o convidando para ir à cabana onde o corpo da pequena Missy foi encontrado. O bilhete tinha a assinatura de papai. No princípio isso fica muito confuso para ele, mas depois decide aceitar o convite. Ao chegar na cabana, ele não encontra nada nem ninguém. Grita toda a sua dor e pergunta o porquê de Deus não ter feito nada para salvar a filhinha. Depois de algum tempo Mack se vê em uma cabana muito bonita, em plena primavera e sente um cheiro bom de comida. O final de semana com a trindade tinha acabado de começar. E a partir daí, William conduz a personagem por momentos de cura, de alegria plena, de sabedoria e de decisões. 

Os diálogos entre Mack e cada pessoa da trindade é muito natural, e emocionante. Como sou cristão, chorei em alguns momentos. Com certeza, se tratando de ficção e espiritualidade, A Cabana é sem dúvida alguma o melhor. Já o li várias vezes, e decidi fazer esse post para vocês para lerem, e se já leram deixar o que você achou do livro aqui nos comentários.

Comentários

  1. Meu, li esse livro apenas uma vez e me apaixonei! Não sei porque as pessoas têm ódio dele... Eu achei sensacional a ideia de Deus ser uma mulher negra, enfim. rs
    Beijo!
    Choque Literário

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Luiza! Eu também não entendo esse ódio todo, sendo que o livro é maravilhoso. Deus como uma mulher negra foi sensacional mesmo, talvez seja por isso que algumas pessoas não gostem do livro. Beijos!

      Excluir
  2. Oi, como vai?
    Eu simplesmente sou louco pra ler esse livro, mas sempre vou deixando e nunca compro.
    Quero muito ler.
    Que bom saber que ele é emocionante, estou querendo uma leitura assim.
    Espero ler muito em breve!

    www.enquantoestavalendo.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí cara, vou bem e você? Não vai se arrepender, super recomendo A Cabana. Abraços!

      Excluir
  3. Adorei sua resenha, confesso que nunca li uma resenha boa sobre tal livro. Ganhei esse livro de presente de aniversário em 2013 e até hoje não li por ouvir falar dele de forma negativa, mas com certeza tá na fila de 2015!



    www.bookecoffee.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que você gostou da resenha! Boa leitura, e garanto que você irá adorar. Beijos

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leia o conto "O Gato Preto", de Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que acreditem nesta narrativa ao mesmo tempo estranha e despretensiosa que estou a ponto de escrever. Seria realmente doido se esperasse, neste caso em que até mesmo meus sentidos rejeitaram a própria evidência. Todavia, não sou louco e certamente não sonhei o que vou narrar. Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma. Meu propósito imediato é o de colocar diante do mundo, simplesmente, sucintamente e sem comentários, uma série de eventos nada mais do que domésticos. Através de suas consequências, esses acontecimentos me terrificaram, torturaram e destruíram. Entretanto, não tentarei explicá- los nem justificá-los. Para mim significaram apenas Horror, para muitos parecerão menos terríveis do que góticos ou grotescos. Mais tarde, talvez, algum intelecto surgirá para reduzir minhas fantasmagorias a lugares-comuns – alguma inteligência mais calma, mais lógica, muito menos excitável que a minha; e esta perceberá, nas circunstâncias que descrevo com espanto, na…

Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves

Bem, vou começar falando o quanto eu aprendi lendo esse livro. Quando falo livro, acho que estou me referindo a mais um livro qualquer, o que não é o caso de Ostra feliz não faz pérola. Rubem Alves é simplesmente incrível, e seus textos que fazem parte do livro são maravilhosos. Claro que tem alguns ao qual eu não concorde muito, mas sobre isso não tenho nada a acrescentar, porque continua sendo maravilhoso de todo o jeito. Acho que vocês estão aí pensando que estou me referindo muito bem ao livro, e que isso cheire a alguma forma de merchan. Mas não caros leitores, quem teve o prazer de ler Rubem Alves sabe do que estou escrevendo.  Os textos falam sobre sofrimento que produz a beleza, da morte que conduz à vida, do envelhecimento que traz a juventude não vivida, do sagrado que está em todos os lugares. São doses de sabedorias que quero tomar sempre. O Rubem fala muito em suas crônicas de Nietzsche, Bach, Cecília e tantos outros ao qual ele admirava. Ostra feliz não faz pérola é uma gr…

O livro sobre nada | Poema de Manoel de Barros

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu que…