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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Bibliotecário encontra exemplar raro da 1ª edição das obras de Shakespeare


Um exemplar raro da primeira edição (First Folio) contendo peças de William Shakespeare (1564-1616) foi encontrado nos arquivos da biblioteca de uma pequena cidade no norte de França, Saint-Omer, na região de Pas-de-Calais.
A descoberta, anunciada na terça-feira, 25 de novembro, foi feita pelo bibliotecário e historiador de arte Rémy Cordonnier quando ele procurava material para uma exposição sobre literatura inglesa.

O volume encontrado, com o título “Mr. William Shakespeare, Comédies, histoires et tragédies. First Folio: published according to the original copies”, é o segundo exemplar conhecido na França da famosa edição original das obras do dramaturgo inglês, publicada em 1632 – o outro exemplar encontra-se na Biblioteca Nacional, em Paris.

O livro está em razoável estado de conservação, mas estão faltando três dezenas de páginas e a capa. Em declarações ao jornal The Guardian, Rémy Cordonnier admite ser esta a razão para este First Folio ter passado despercebido durante tanto tempo. “Estava identificado de forma errada no nosso catálogo, como sendo um livro de Shakespeare datado provavelmente do século XVIII”, disse. Mas logo ocorreu a Cordonnier, também especialista em literatura medieval, que poderia tratar-se de “um First Folio não identificado, com uma carga histórica e um valor intelectual muito importante”, como referiu à AFP.

Depois do achado, os responsáveis pela Biblioteca de Saint-Omer consultaram um dos maiores especialistas mundiais na obra de Shakespeare, Eric Rasmussen, professor de literatura inglesa na Universidade de Reno, no Nevada, EUA. Ele confirmou a autenticidade do volume, que reúne 36 peças do autor de Macbeth.
A razão para este exemplar do First Folio shakespeariano ter ido parar à biblioteca de Saint-Omer, ainda segundo Rémy Cordonnier, se deve ao fato desta pequena cidade ter sido um lugar de refúgio para os ingleses católicos perseguidos pelos protestantes.

Atualmente são conhecidos 230 First Folios – o exemplar agora encontrado será o 231º – dos 750 que saíram da tiragem inicial das obras de Shakespeare feita por John Hemings e Henry Condell, seis anos após a morte do dramaturgo, segundo as investigações de Eric Rasmussen.

O seu valor tem oscilado, no mercado das raridades bibliográficas, entre os 2,5 e os 5 milhões de euros, disse à AFP a diretora da Biblioteca de Saint-Omer, Françoise Ducroquet, admitindo que a falta da capa e de algumas páginas na edição agora identificada baixa o seu valor. Mas a responsável acrescenta que a instituição não tem a intenção de se desfazer deste First Folio. Ele irá valorizar um espólio de uma biblioteca que possui já uma coleção invulgar de obras raras, entre as quais está uma Bíblia de Gutenberg e 800 manuscritos.

© 2010 - 2013 Copyright L&PM Editores

Comentários

  1. Tem que reclamar com quem catalogou o livro de forma errada, affs.

    http://www.eucurtoliteratura.com/

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