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A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

A Travessia | Resenha do Livro


Sinopse: “Se A cabana tocou seus corações, A travessia não irá decepcioná-los. Embora este livro não seja uma continuação daquele, ele segue o mesmo estilo e gênero. Esta é uma história sobre as escolhas que fazemos e a maneira imprevisível como elas afetam não só a nossa vida, mas também o coração e o mundo das pessoas à nossa volta. É sobre sermos convidados pelas circunstâncias a examinar quem somos e, talvez, a abraçar as escolhas que fizemos e suas consequências – em vez de fugir delas. O extraordinário se esconde nas coisas mais simples, mas a maioria das pessoas está ocupada demais perseguindo ou alcançando o sucesso, sem se preocupar com o alto preço que terá de pagar, sacrificando os relacionamentos e aquilo que realmente importa em nome de ilusões. Como A cabana, espero que A travessia toque o que existe de mais profundo em você, que o incentive a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar parte do que este mundo e as circunstâncias possam ter danificado no precioso milagre que é a sua alma. Vamos torcer juntos para que sim.”

Anthony Spencer é rico e se acha um deus. Ele pensa que tem o controle de tudo e que nada pode interromper a sua vida perfeita. Até que um dia, ele sofre um avc e é encontrada desmaiado na garagem de um edifício.

Anthony agora está em coma, e uma coisa muito estranha acontece: ele está em outro mundo totalmente diferente. É nesse mundo que a personagem principal se encontra com várias pessoas representando de forma figurativa seja Deus, o Espírito Santo e por aí vai. Ele recebe uma missão que no fim pode salvar a sua vida ou não.
Várias situações inimagináveis acontecem, como entrar dentro de algumas pessoas, mas sem ler os pensamentos, só vendo o que a pessoa ver, e com isso entra num corpo de um menino com síndrome de down, e entra no corpo de outras pessoas através do beijo. Anthony fica nessa, ora dentro de uma pessoa, ora tendo diálogos com a vovó, figura do espírito santo. Ao que parece ser o céu, tem vários caminhos ao qual ele deve decidir por qual trilhar, e a cada caminho trilhado, novos lugares ele conhece.

Sem mais de longas, no final do livro Anthony tem que fazer uma escolha, a qual desde lá do começo ela já tem conhecimento. Jesus o deu o ‘poder’ de curar qualquer pessoa. Será que ele vai decidir se curar? Ou será que ele vai decidir curar outra pessoa? Só lendo para saber essas respostas.

Comentários

  1. Boa noite!
    Resenha bem estruturada, gostei bastante das questões levantadas no final dela, me deu certa curiosidade sobre a leitura.
    Sou cristã mas ao mesmo tempo não leio sobre isso. Não por intenção ou por algum tipo de pensamento, apenas não faz parte dos gêneros que compõe a maioria dos meus livros. Admiro quem sabe narrar colocando um assunto tão importante em sua escrita: Deus. Imagino que o livro seja carregado de reflexão e profundidade.
    Boa semana!
    Paula, Poetisa & Literária

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite Mirella! Obrigado por gostar da resenha. Também sou cristão e gostei muito de A Travessia. William P. Young tem um dom de escrever sobre esse assunto sem aquele conceito que todos tem sobre a trindade. Beijos!

      Excluir

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