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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

Contracultura Cristã - John Stott | Resenha do Livro

Editora: ABU
Páginas: 235
Autor: John Stott

Sinopse - Contracultura Cristã - A mensagem do Sermão do Monte - John Stott

A cultura do Reino de Deus é baseada na autoridade e governo de Deus, e os padrões do Reino de Deus são totalmente opostos aos reinos deste mundo. Os padrões do Reino de Deus são duradouros e não se degeneram com as adaptações da modernidade. O povo de Deus precisa ser capaz de rejeitar atitudes e padrões que não são pertinentes ao Reino de Deus, porque a cultura do povo de Deus é conformada segundo o Reino de Deus, onde o Rei – o Senhor do Reino está acima de qualquer comportamento que se opõe à Sua vontade e autoridade. A notícia e assunto principal dos filhos do Reino deve ser o Rei JESUS e as dimensões do Reino de Deus, coisas do Espírito, do reino espiritual. 
Contracultura Cristã: a contracultura está relacionada às pessoas ou grupos de pessoas cujo comportamento é contra aquilo que está numa cultura geral. 
Contracultura cristã é um sistema de valores cristãos, padrão ético, devoção religiosa, estilo de vida e relacionamentos; onde os padrões, valores e maneira de viver são delineados pelo governo de Deus. 
Stott mostra-nos que a encarnação e vivência do Sermão do Monte, levaria de fato, a igreja a funcionar como uma sociedade alternativa que sempre tencionou ser, e poderia oferecer ao mundo uma autentica contracultura cristã

Eu sugiro que esse livro seja o melhor sobre o tema abordado. Muitos conhecem o significado da contracultura, e aqui John Stott deixa explicito que não é aquele movimento hippie, muito menos o desejo de acabar com a cultura do presente século, porque isso seria impossível. 

O Sermão do Monte, analisado trecho a trecho, versículo a versículo, é como se fosse um manual da contracultura cristã. Jesus é o Mestre da contracultura, e portanto, é ele que nos ensina como devemos agir para viver ela literalmente. Ele começa pelas bem-aventuranças, nos ensinando o que devemos fazer para ser bem-aventurado, e o que não fazemos para ser. Exemplo, se eu for manso de coração, logo eu sou bem-aventurado e herdarei a terra. Se eu não for manso, não herdarei a terra. Nos explica o que os não-cristãos fazem, e nos ensina a ser contrários a eles.


A ordenança de ser sal e luz, John nos explica da seguinte forma: Antigamente, o sal era condimento para preservar a carne, porque no tempo de Jesus não havia geladeira. Se não tivesse o sal, logo a carne iria se deteriorando e logo apodreceria. E também com a luz, que ilumina um lugar que está escuro, em trevas, e logo quando a luz entra naquele espaço não há mais escuridão, porque a luz não tem comunhão com a escuridão. Assim somos nós cristão, estamos aqui na terra para preservar o mundo, não deixar que ele se deteriore, esse é o nosso papel. E como as pessoas poderão viver sem luz? Pois, somos a luz que eles precisam. 

O livro é muito rico em detalhes, e nos ensina e mostra como podemos viver essa contracultura, esclarecendo assuntos difíceis de se compreender, trazendo comentários de reformadores, doutores, mestres e filósofos cristãos, e finaliza fazendo uma análise em tudo que se foi estudado. Sim, essa obra é pra ser estudada e praticada, se assim não o for, perderá sua riqueza e nada valerá em ter o lido.

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