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As pupilas do senhor Reitor, de Júlio Dinis

As Pupilas do Senhor Reitor [Record, 368 pgs, R$32,90] é um clássico da literatura portuguesa. Como o título sugere, as personagens principais são as pupilas do S. Reitor. Margarida e Clara são irmãs, mas uma é o oposto da outra. Enquanto a mais velha, Guida, é reservada e dada às tristezas e melancolia da vida, a outra é alegre, brincalhona e de uma ingenuidade própria das raparigas (leia-se moças) de virtudes do século XIX. A trama gira em torno do já citado S. Reitor, as suas pupilas, o José das Dornas e seus filhos, Pedro e Daniel. Este último, que deveria ter sido padre, não fosse por sua paixão pela pequena Guida – os dois eram crianças – é o caos que agita toda a história. Mandado para a cidade do Porto, Daniel volta já médico para a aldeia onde nascera e passara a infância e causa agitação na pacata aldeia. Suas ideias modernas chocam o médico octogenário, João Semana, e a princípio há certa disputa entre o velho e conservador; o novo e o progressista. Pedro, irmão mais velho …

Contracultura Cristã - John Stott | Resenha do Livro

Editora: ABU
Páginas: 235
Autor: John Stott

Sinopse - Contracultura Cristã - A mensagem do Sermão do Monte - John Stott

A cultura do Reino de Deus é baseada na autoridade e governo de Deus, e os padrões do Reino de Deus são totalmente opostos aos reinos deste mundo. Os padrões do Reino de Deus são duradouros e não se degeneram com as adaptações da modernidade. O povo de Deus precisa ser capaz de rejeitar atitudes e padrões que não são pertinentes ao Reino de Deus, porque a cultura do povo de Deus é conformada segundo o Reino de Deus, onde o Rei – o Senhor do Reino está acima de qualquer comportamento que se opõe à Sua vontade e autoridade. A notícia e assunto principal dos filhos do Reino deve ser o Rei JESUS e as dimensões do Reino de Deus, coisas do Espírito, do reino espiritual. 
Contracultura Cristã: a contracultura está relacionada às pessoas ou grupos de pessoas cujo comportamento é contra aquilo que está numa cultura geral. 
Contracultura cristã é um sistema de valores cristãos, padrão ético, devoção religiosa, estilo de vida e relacionamentos; onde os padrões, valores e maneira de viver são delineados pelo governo de Deus. 
Stott mostra-nos que a encarnação e vivência do Sermão do Monte, levaria de fato, a igreja a funcionar como uma sociedade alternativa que sempre tencionou ser, e poderia oferecer ao mundo uma autentica contracultura cristã

Eu sugiro que esse livro seja o melhor sobre o tema abordado. Muitos conhecem o significado da contracultura, e aqui John Stott deixa explicito que não é aquele movimento hippie, muito menos o desejo de acabar com a cultura do presente século, porque isso seria impossível. 

O Sermão do Monte, analisado trecho a trecho, versículo a versículo, é como se fosse um manual da contracultura cristã. Jesus é o Mestre da contracultura, e portanto, é ele que nos ensina como devemos agir para viver ela literalmente. Ele começa pelas bem-aventuranças, nos ensinando o que devemos fazer para ser bem-aventurado, e o que não fazemos para ser. Exemplo, se eu for manso de coração, logo eu sou bem-aventurado e herdarei a terra. Se eu não for manso, não herdarei a terra. Nos explica o que os não-cristãos fazem, e nos ensina a ser contrários a eles.


A ordenança de ser sal e luz, John nos explica da seguinte forma: Antigamente, o sal era condimento para preservar a carne, porque no tempo de Jesus não havia geladeira. Se não tivesse o sal, logo a carne iria se deteriorando e logo apodreceria. E também com a luz, que ilumina um lugar que está escuro, em trevas, e logo quando a luz entra naquele espaço não há mais escuridão, porque a luz não tem comunhão com a escuridão. Assim somos nós cristão, estamos aqui na terra para preservar o mundo, não deixar que ele se deteriore, esse é o nosso papel. E como as pessoas poderão viver sem luz? Pois, somos a luz que eles precisam. 

O livro é muito rico em detalhes, e nos ensina e mostra como podemos viver essa contracultura, esclarecendo assuntos difíceis de se compreender, trazendo comentários de reformadores, doutores, mestres e filósofos cristãos, e finaliza fazendo uma análise em tudo que se foi estudado. Sim, essa obra é pra ser estudada e praticada, se assim não o for, perderá sua riqueza e nada valerá em ter o lido.

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