Pular para o conteúdo principal

A alma do mundo, de Roger Scruton

Para Roger Scruton, um dos filósofos mais importante da atualidade, não podemos explicar o mundo apenas pelas ciências naturais. Em seu mais recente livro publicado pela Editora Record, Scruton argumenta contra essa tendência de querer explicar cientificamente o que não se pode ser explicado cientificamente. O indivíduo, o self, não pode ser analisado pela ciência com o propósito de explica-lo, assim como o mundo, a música, a religião, o sagrado e as relações eu-você. Nos primeiros capítulos a compreensão pode ser um pouco difícil, pois o filósofo contrapõe os argumentos científicos (como a psicologia evolutiva) que afirma que o que fazemos é determinado pelos nossos genes. Mas não tentarei explicar o que é bastante complicado para entender, por isso deixo essa tarefa para o próprio Scruton.
As nossas associações, o nosso ato de sacrificar pela família ou pátria, nossos contratos, relacionamentos e até a nossa crença faz parte de um mundo que não se pode explicar pela ciência. O nosso …

Briga de Cachorro Grande


No dia em que Steve Jobs apresentou o iPhone ao mundo, a tensão não podia ser maior entre os engenheiros, gerentes e programadores que acompanhavam o anúncio na plateia. Um cantil com uísque era passado de mão em mão para acalmar os ânimos. O motivo da preocupação era muito simples: Jobs carregava um protótipo de iPhone que podia falhar a qualquer momento, exatamente como tinha acontecido nos cinco dias de ensaio. Em Briga de cachorro grande, Fred Vogelstein revela os bastidores da criação do iPhone e como o lançamento subsequente do Android deu início a uma rivalidade acirrada entre a Apple e o Google, redefinindo os meios de comunicação mundiais.
A atual corrida pela criação dos melhores smartphones deve-se em grande parte à pressão de Steve Jobs sobre suas equipes para tornar o iPhone realidade. No momento da apresentação do aparelho ao público, os protótipos nem de longe estavam perfeitos. Em todos os ensaios, as ligações caíam sem motivo, o iPhone perdia conexão com a internet, travava ou simplesmente desligava do nada. Uma série de gambiarras e improvisos foram necessários para que o público não percebesse a precariedade do aparelho.
No final, tudo deu certo e a apresentação foi um sucesso. Steve Jobs conseguiu mostrar ao mundo a genialidade do iPhone e deu um prazo de pouco mais de 24 semanas para suas equipes deixarem o dispositivo pronto para venda em junho de 2007. Mas o Google, que também desenvolvia o seu próprio modelo de smartphone, não deixaria a Apple dominar o mercado sozinha. Logo, o Android entraria no ringue para fazer frente ao iPhone. E então a briga entre as duas empresas começaria para valer.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Leia o conto "O Gato Preto", de Edgar Allan Poe

Não espero nem peço que acreditem nesta narrativa ao mesmo tempo estranha e despretensiosa que estou a ponto de escrever. Seria realmente doido se esperasse, neste caso em que até mesmo meus sentidos rejeitaram a própria evidência. Todavia, não sou louco e certamente não sonhei o que vou narrar. Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma. Meu propósito imediato é o de colocar diante do mundo, simplesmente, sucintamente e sem comentários, uma série de eventos nada mais do que domésticos. Através de suas consequências, esses acontecimentos me terrificaram, torturaram e destruíram. Entretanto, não tentarei explicá- los nem justificá-los. Para mim significaram apenas Horror, para muitos parecerão menos terríveis do que góticos ou grotescos. Mais tarde, talvez, algum intelecto surgirá para reduzir minhas fantasmagorias a lugares-comuns – alguma inteligência mais calma, mais lógica, muito menos excitável que a minha; e esta perceberá, nas circunstâncias que descrevo com espanto, na…

Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves

Bem, vou começar falando o quanto eu aprendi lendo esse livro. Quando falo livro, acho que estou me referindo a mais um livro qualquer, o que não é o caso de Ostra feliz não faz pérola. Rubem Alves é simplesmente incrível, e seus textos que fazem parte do livro são maravilhosos. Claro que tem alguns ao qual eu não concorde muito, mas sobre isso não tenho nada a acrescentar, porque continua sendo maravilhoso de todo o jeito. Acho que vocês estão aí pensando que estou me referindo muito bem ao livro, e que isso cheire a alguma forma de merchan. Mas não caros leitores, quem teve o prazer de ler Rubem Alves sabe do que estou escrevendo.  Os textos falam sobre sofrimento que produz a beleza, da morte que conduz à vida, do envelhecimento que traz a juventude não vivida, do sagrado que está em todos os lugares. São doses de sabedorias que quero tomar sempre. O Rubem fala muito em suas crônicas de Nietzsche, Bach, Cecília e tantos outros ao qual ele admirava. Ostra feliz não faz pérola é uma gr…

O Menino do Pijama Listrado | Resenha do Livro

24 de Abril

Ano: 2007
Páginas: 192 Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

Esse é aquele tipo de livro que dá pra ler em um dia. A leitura é simples e envolvente.
A historia relata a vida de Bruno, que em um certo dia ao chegar em casa vê a empregada da família arrumando todas as suas coisas em malas, logo percebe que não só ele mas toda a família irão se mudar, ele tenta de todos os modos a convencer a mãe a não fazer isso, já que ele adora a casa em que mora na cidade de Berlin.
A trama se passa na Alemanha em plena segunda guerra mundial, seu pai sendo comandante, teve que se mudar com a família por questões de seu trabalho. A nova casa de Bruno não é nada convidativa, ele não se agrada dela e logo percebe que ali ele não terá vizinhos e nem crianças com quem brincar. O que o deixa decepcionado e com mais vontade de ir embora.
Bruno é um garoto de nove anos, e como qualquer outro de sua idade esbanja ingenuidade, e deseja sempre alguém com quem possa brincar. Ele tem uma irmã de…