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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

Briga de Cachorro Grande


No dia em que Steve Jobs apresentou o iPhone ao mundo, a tensão não podia ser maior entre os engenheiros, gerentes e programadores que acompanhavam o anúncio na plateia. Um cantil com uísque era passado de mão em mão para acalmar os ânimos. O motivo da preocupação era muito simples: Jobs carregava um protótipo de iPhone que podia falhar a qualquer momento, exatamente como tinha acontecido nos cinco dias de ensaio. Em Briga de cachorro grande, Fred Vogelstein revela os bastidores da criação do iPhone e como o lançamento subsequente do Android deu início a uma rivalidade acirrada entre a Apple e o Google, redefinindo os meios de comunicação mundiais.
A atual corrida pela criação dos melhores smartphones deve-se em grande parte à pressão de Steve Jobs sobre suas equipes para tornar o iPhone realidade. No momento da apresentação do aparelho ao público, os protótipos nem de longe estavam perfeitos. Em todos os ensaios, as ligações caíam sem motivo, o iPhone perdia conexão com a internet, travava ou simplesmente desligava do nada. Uma série de gambiarras e improvisos foram necessários para que o público não percebesse a precariedade do aparelho.
No final, tudo deu certo e a apresentação foi um sucesso. Steve Jobs conseguiu mostrar ao mundo a genialidade do iPhone e deu um prazo de pouco mais de 24 semanas para suas equipes deixarem o dispositivo pronto para venda em junho de 2007. Mas o Google, que também desenvolvia o seu próprio modelo de smartphone, não deixaria a Apple dominar o mercado sozinha. Logo, o Android entraria no ringue para fazer frente ao iPhone. E então a briga entre as duas empresas começaria para valer.

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