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Múltipla Escolha, de Alejandro Zambra

O começo do livro foi bem nada com nada, me senti perdido. Qual o leitor que está acostumado com um livro, que conta diversas histórias sobre os mais variados assuntos, no formato de questões de vestibulares? Por isso o título “Múltipla Escolha”. É um chamado para sair do óbvio e forçar a mente a tirar significado de algo, primeiramente, sem sentido. Algumas páginas adiante já comecei a entrar na ideia do autor e acabei adorando o livro. Frases pequenas, com múltiplas escolhas para substituir os espaços em brancos, faz invocar logo aqueles tempos de escola. Acostumados a obedecer e ter que marcar alguma alternativa, percebermos o quanto fomos treinados e não educados, como o autor enfatiza. Aliás, é um dos assuntos que mais me marcou e proporcionou pensamentos filosóficos sobre o nosso sistema educacional, onde somos treinados a dar uma resposta correta, com medo de que não seja a correta, mesmo que outra alternativa faça mais sentido. 
Por que devemos adivinhar o que o professor/educa…

A Culpa é das Estrelas é uma modinha?


A Culpa é das Estrelas virou modinha. Só no Brasil, okay? Em um país onde até usar aparelho dentário vira modinha, algo que é para saúde bucal, porque um livro tão riquíssimo no sentido literário não ia virar? Isto, para muitos, é algo negativo. Para mim, é um ponto positivo. Pois, lendo A Culpa é das Estrelas, ela(e) vai se interessar por outros livros, e consequentemente, irá virar uma leitor acíduo. John Green, desde sempre, contribuindo para um mundo melhor, onde as pessoas usam seu tempo lendo, mesmo que seja só seu livro, do que ficando alienado em frente de uma televisão. A culpa não é da “modinha”, a culpa é do João Verde.

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