Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo tordesilhas

A definição do amor, de Jorge Reis-Sá

Tentar definir o amor é uma tarefa difícil, mais ainda se você vive no século XXI onde tudo o que possa imaginar é amor. Mas Jorge Reis-Sá tenta defini-lo em seu A definição do amor, publicado pela Tordesilhas . Francisco perde a mulher, mas que ainda permanece viva para conservar a vida de sua filha. A Matilde, ao contrário da mãe, precisa viver e precisa do corpo da mãe que é mantida viva por aparelhos. Francisco sabe que a sua amada está morta, e daí segue curtos capítulos de um amor mórbido, uma visão de mundo niilista, onde nada mais tem sentido o principal objetivo é a morte. Até a morte da inocente Matilde, que não tem culpa pelo acidente que tirou a vida da mãe. Ele tem um filho de poucos anos de idade, o qual passa a viver com a mãe, já que o seu mundo agora desabou e só é morte. Pensa em morrer também, mas quem cuidaria dos filhos? Pensa que deveria ter sido ele, a estar naquela máquina fria e cheia de aparelhos. Mas se fosse ele, será que Susana viveria o luto tão inte...

Arco de virar réu

A história é dividida em quatro partes e em cada delas o protagonista avança em direção à loucura. Na primeira, com a separação dos pais, o irmão do narrador-personagem entra em seu próprio mundo e não vive mais no mundo real. O primeiro passo para a loucura de J. estava sendo dado ali mesmo, quando o seu irmão criava histórias de guerras e ele meio que se envolve com tudo aquilo. Na segunda e na terceira partes vemos que o protagonista já não está lúcido, o que deixa o leitor sem saber o que realmente está acontecendo. Os delírios – seriam delírios? – envolve o leitor em uma história que aborda a loucura e a normalidade, a vida e a morte. Seríamos todos loucos? O envolvimento de J. com a cultura indígena só deixa a história mais, digamos assim, sinistra. Canibalismo, ocultação de cadáveres, sonhos em florestas... definitivamente o narrador enlouqueceu. O livro é curto, mas intenso. Não sei bem colocar em palavras, porque quando se trata de loucura o que poderíamos escreve...