Roger Scruton defende em “A alma do mundo” a experiência do sagrado frente aos ateísmos contemporâneos
Um dos mais respeitados nomes do conservadorismo britânico , Roger Scruton evita defender a prática ou doutrina de uma fé em especial. No entanto, em seu novo livro, “A alma do mundo” , o filósofo lança seu olhar sobre uma visão religiosa do mundo, que, a seu ver, não pode ser captada pelas lentes dos materialistas e dos naturalistas. Longe de apresentar uma defesa da existência de Deus , Scruton argumenta que, independentemente do significado evolucionista que possa ser atribuído à crença religiosa e seu papel na seleção natural, há uma função fundamental que ela representa, referente à manutenção da vida humana: “As religiões dão foco e ampliam o senso moral; elas cercam aqueles aspectos da vida nas quais as responsabilidades pessoais estão enraizadas, notavelmente, o sexo, a família, o território e a lei. Elas alimentam as emoções distintamente humanas, como esperança e caridade, que nos elevam acima dos motivos que regem a vida dos outros animais e nos levam a vi...